sexta-feira, dezembro 25, 2015

CAPÍTULO XXVI (Último Capítulo)

Precisava conversar com as duas irmãs.
Chris e Alex passaram por elas na escada, e foram se encontrar com Zac.
Ficaram com a casa só para elas.
Vanessa falou sem parar, não conseguia de controlar, e Ashley a ouviu atentamente.
Stella contou-lhe que a irmã que estava apaixonada por Zac, mas que partira porque ele não tentara impedi-la.
— Acho que ela deve voltar e conversar com ele — Stella disse.
— Não concordo — Ashley disse. — Os homens são tão obtusos, e se quer mais do que uma vida no rancho, esta é sua oportunidade.
— Está enganada, eles precisam conversar — Stella insistiu. E as duas começaram a discutir, esquecendo-se da presença de Vanessa.
— Vou me vestir. Preciso ir para Austin. Vou pensar no que disse, Stella, mas quero primeiro dar uma olhada nos apartamentos. Quero que me prometam que não vão interferir.
— Não vou prometer nada — Stella disse. — Talvez ele precise de um empurrãozinho.
— Ele não é assim — Vanessa afirmou.
— Nessa está certa. Eu prometo — Ashley disse.
— Está bem, eu também prometo, mas acho que é um grande engano — Stella acrescentou. E, Vanessa sabia que podia contar com a sinceridade das irmãs.
Durante o banho, ficou relembrando a conversa com as irmãs.
Pensaria melhor durante a viagem para Austin.
Despediu-se de todos que estavam na casa e entrou no carro que fora do pai.
Quando chegou na via expressa, olhou na direção do rancho de Zac.
Era outro dia quente com ventania.
Durante o percurso, nem apreciou a paisagem.
Os pensamentos estavam em Zac.
Deveria dizer-lhe a verdade? Deveria confessar que o amava e a Aurora? Que continuaria a amá-lo mesmo se ele não lhe correspondesse? Ele agira como um homem apaixonado, e talvez fosse tudo um tremendo engano.
Ela não queria mais ser advogada.
Queria Zachary e Aurora.
Vanessa passou dois dias procurando um apartamento perto da universidade.
No sábado de manhã encontrou um de seu agrado, mas não quis assinar o contrato.
Preferiu voltar ao hotel e repensar seu futuro.
Ao abrir a porta, o telefone estava tocando.
Correu através do quarto e atendeu a ligação.
— Alô.
— Nessa?
Era Zac.
Ela agarrou o aparelho, fechou os olhos e sentou na beira da cama.
— Acabei de entrar — ela disse, ofegante.
Como a voz dele era maravilhosa!
Por que estaria telefonando?
Pediria que voltasse para casa?
— Ashley me disse que está procurando um apartamento — ele disse.
Vanessa pensou se deveria lhe perguntar se a queria de volta.
Para junto dele e de Aurora.
— Sim, mas não encontrei nada que me agradasse.
— Sentimos sua falta — ele disse com a voz controlada.
— Estou com muita saudade — ela admitiu.
O silêncio se estendeu. "Peça-me para voltar para casa".
O silêncio era incômodo, mas tinha receio de falar.
Zac recostou-se na cadeira, os pés sobre a escrivaninha.
Apertou o telefone na mão até as juntas ficarem brancas.
Queria que ela dissesse que voltaria.
Ashley lhe contara dos planos de Vanessa, do apartamento, e ele passara noites claro remoendo aquela informação.
Não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
Ela dissera que estava com saudade em um tom quase de súplica.
Estaria imaginando coisas?
Ele esfregou o queixo com a barba por fazer.
Há dias não se barbeava.
Tentava manter a rotina de trabalho, e os homens do rancho lhe davam espaço, pressentiam que algo estava errado.
Lúcia cuidava de Aurora e perguntava-lhe quando Vanessa voltaria.
Ele nada dizia.
Mas, naquela manhã, não pode suportar mais.
Precisava pelo menos ouvir a voz de Vanessa.
Sua declaração o surpreendeu. "Estou com muita saudade".
O que significava aquilo? E o silêncio? Por que ela não dizia mais nada?
— Nessa, estamos acertando os detalhes da compra de Rocking R. Stella disse que vai estar de volta amanhã.
— É verdade. — As lágrimas encheram-lhe os olhos.
Ela o queria.
Os braços fortes, o seu carinho.
"Por favor, peça-me para voltar".
— Eu a verei quando voltar para casa.
— Claro. Gostaria de poder falar com Aurora.
— Ela está sempre chamando por você — ele disse, e Vanessa sentiu uma pontada no peito.
— Diga a ela que estou com saudade.
— Claro. Vejo você amanhã, Nessa.
— Foi bom você ter ligado..
— Sim, foi bom ouvir sua voz. — Ele colocou o fone no gancho e enxugou as lágrimas.
Ele a amava e a queria de volta.
Ficava arrasado quando Aurora chorava, gritando por Vanessa.
E as noites, na cama vazia, eram longas e terríveis.
Inquieto, dirigiu-se à janela em busca de um consolo na natureza.
Mas, só enxergava os olhos achocolatados de Vanessa.
— Céus — ele quase gritou, sentindo-se só.
Apertou os olhos. Vanessa era adulta, inteligente, e direta.
Ela confessara estar com saudade.
Apertou o punho, sua determinação em deixá-la seguir seu próprio destino estava enfraquecendo.
Pelo menos uma vez, ele diria que a amava.
Se ela quisesse partir, não insistiria.
Mas primeiro, precisava abrir-lhe o coração, declarar seu sentimento. Respirou fundo.
Não aguentaria esperar até o dia seguinte.
Se Lúcia pudesse ficar com Aurora, seguiria para Austin.
Entusiasmado e esperançoso, ele deixou o escritório.
— Lúcia!
Zac correu para seu quarto e apanhou uma calça jeans limpa.
Tirou a camisa para tomar uma chuveirada. Ao atravessar o cômodo, o telefone tocou, e ele atendeu.
Do outro lado, ouviu a voz do xerife.
— Zac, aqui é Zach Burnett. Acabamos de receber uma ligação. Alguém passou na estrada e viu fumaça em suas terras. Já estou a caminho.
Zac foi até a janela.
Um tremor percorreu-lhe o corpo todo ao ver a nuvem de fumaça que surgia por entre as árvores.
— Temos previsão de chuva — Zach continuou —, e está escuro ao norte, mas a chuva deve demorar algumas horas. A fumaça está indo na direção sudoeste. Já contatei os bombeiros de três cidades. Estão todos a caminho.
— Obrigado, já estou indo.
A linha ficou muda, e Zac correu pelo corredor e encontrou Dave vindo em sua direção.
Estava todo sujo e pode ver que o problema era sério.
— Está tudo em chamas. Estamos afastando os animais. Do jeito que o vento está soprando, sua casa não vai escapar.
— Acabei de falar com Zach Burnett. Vou ajudá-los assim que puder. — Dave partiu e Lúcia veio encontrá-lo.
— Lúcia, vá até sua casa, pegue suas coisas. Vou arrumar as coisas de Aurora. Depois pegue o carro e leve-a para a cidade. Fique no hotel, mande colocar na minha conta. Depressa! Precisam sair daqui. O fogo está chegando.
Desesperado, Zac segurou Aurora e a levou para o quarto.
— Filha, você e Lúcia vão passear de carro. Vou arrumar suas coisas — ele disse, abrindo as gavetas e enfiando as roupas nas malas.
Correu até seu quarto e pegou outra mala, encheu-a de brinquedos e livros, um retrato de Reese, e uma foto de Aurora bebê.
— Sr. Efron, estou pronta — Lúcia disse, ao entrar no quarto.
— Veja se esqueci alguma coisa. Vou levar as malas para o carro. — Ele apanhou dois ursos de pelúcia e a coberta favorita de Aurora antes de ir para o carro de Lúcia.
Quando saiu da casa, pode sentir o cheiro do fogo no vento.
Sentiu-se aliviado ao ver o celeiro aberto e vazio.
Lúcia saiu da casa com Aurora e duas sacolas, cheias de mamadeiras e leite em pó.
Então, acompanhou-as até o carro e prendeu Aurora na cadeira de bebê.
— Obrigado, Lúcia. Reze por nós.
— Pode deixar, sr. Efron. Tome cuidado. Os incêndios são perigosos. Ainda bem que vai chover. Veja aquela nuvem escura ali no céu.
Ele olhou para a direção do fogo.
— Não acho que chegará em tempo de salvarmos este lugar.
Ela entrou no carro, ele inclinou-se e beijou Aurora.
— Você é minha princesinha. De noite o papai vai estar com você. Seja boazinha. Promete?
Ela acenou com a mão pequenina e sorriu.
— Cuide-se, Lúcia. — Ele fechou a porta do carro e correu até sua caminhonete. Entrou, ligou o motor e partiu em disparada pelos campos.
Vanessa dirigia em alta velocidade pela via expressa, mas diminuiu ao passar por Latimer.
Estava voltando para Zac.
Ele teria de mandá-la embora.
Tinham sido sinceros até agora, e, ele teria de lhe dizer a verdade.
Pelas lembranças do passado e pela conversa ao telefone, sabia que o casamento tinha uma chance.
E, era tudo que desejava.
Voltar à felicidade que conhecera nos braços dele.
Estava saindo de Latimer quando avistou uma nuvem de fumaça a distância.
A coluna de fumaça alastrou-se entre árvores, e ela ficou aterrorizada.
Talvez fosse mais longe do que parecia.
Mas, à medida que se aproximava, ficava mais preocupada.
Rezava em silêncio para que os ranchos não fossem atingidos.
Apertou o acelerador, correndo, e passou a entrada do Rocking R.
A cada quilômetro, o pavor aumentava.
Agora podia ver as chamas alaranjadas mais altas que as árvores.
Não sabia até onde poderia continuar sem entrar no meio do fogo.
Rezava para que fosse distante do rancho de Zac, de sua casa, do celeiro, mas podia ver que estava próximo.
O pavor transformou-se em terror quando chegou à estrada que levava à casa de Zac.
Podia ver as chamas engolindo tudo.
A fumaça escura e as cinzas por toda parte.
O cheiro acre ardia na garganta, mas apesar do perigo, seguiu na estrada até a casa de Zac.
Podia ver os homens lutando contra o fogo.
Um caminhão-pipa passava pela lateral do fogo, o jato de água, inútil contra a ferocidade do fogo.
Sabia que Zac devia estar ali, em luta com fogo, mas, e Lúcia e Aurora? Nuvens de chuva se juntavam ao norte, e Vanessa torceu para que a chuva chegasse em tempo.
Estacionou o carro atrás da casa e correu. O celeiro estava vazio. Os animais deviam ter sido removidos. Correu para dentro da casa.
— Lúcia!
Havia apenas o silêncio.
Vanessa apanhou as chaves da outra caminhonete e correu até a saleta íntima.
Precisava salvar algumas coisas para Zac.
O bisavô, avô e pai tinham deixado objetos de valor sentimental.
Apanhou o rifle sobre a lareira, o abajur da sala, e a pequena mesa feita pelo bisavô.
Levou tudo até a caminhonete.
Correu de volta para buscar mais coisas.
A cada viagem, podia ver o fogo se aproximando.
Podia ouvir o crepitar do incêndio quando terminou de lotar a caminhonete.
Naquela última leva incluíra roupas de Zac, botas, armas, retratos e as fotografias do casamento deles.
Vanessa entrou atrás do volante e partiu em disparada.
Foi para casa levar as coisas e voltar para ajudar fio combate ao fogo.
Ao retornar, deixou a caminhonete na via expressa e apanhou uma enxada na caçamba.
Recebeu uma lufada de vento quente, e depois outra mais fresca.
Olhou para o céu.
A chuva estava a caminho, mas não chegaria a tempo.
Correu para perto do fogo e passou a cavar, atirando terra nas chamas. Tossia muito e a fumaça fazia arder seus olhos e garganta.
A casa estava a uns trezentos metros, mas bem à vista.
Pode ver horrorizada quando o telhado desabou consumido pelo fogo. Provavelmente alguma fagulha voara no vento e caíra sobre ele.
Era desolador ver a casa sendo destruída.
Não apenas pela perda material, mas por Zac.
Era seu lar, passado de geração em geração.
Continuou sua luta contra o fogo, os olhos cheios de lágrimas.
O vento mudou de direção, e ouviu um homem gritando satisfeito.
Agora, o fogo voltava por cima das cinzas.
Vanessa sentiu os ombros doloridos e as mãos machucadas.
Parou para limpar a transpiração.
Ao virar-se, viu que a casa continuava a arder.
As janelas e o telhado haviam desaparecido.
O lugar era um inferno de labaredas.
Mesmo com os bombeiros e suas mangueiras, não havia salvação.
Do meio da fumaça, saiu um homem e veio em sua direção.
A camiseta suja e rasgada, o jeans coberto de lama e cinzas.
Reconheceu os passos largos.
O coração disparou, e ela atirou longe a pá e correu para ele.
— Zac!
Zac abraçou Vanessa com seus braços fortes e beijou-a com fervor.
O queixo áspero, com a barba por fazer, arranhou-lhe o rosto, mas ela nem se importou.
Trêmula de contentamento, Vanessa o envolveu em um abraço.
Lágrimas quentes rolaram pelas faces dela, mesclando-se aos beijos. Como o amava.
Jamais ficaria longe dele outra vez.
— Sua casa... — ela suspirou, olhando para trás.
— Eu estava a caminho de Austin, quando o incêndio me deteve. Por que está aqui?
Vanessa sentiu um calor no peito ao saber que ele estava a caminho de Austin.
— Zac, eu...
Ele a beijou novamente antes que pudesse terminar a frase.
Zac a apertou contra o peito.
Jamais esqueceria o momento em que Dave disse ter visto Vanessa combatendo o fogo.
Daquela vez, não a deixaria partir.
Não sem uma boa briga.
Vanessa não era Reese.
As duas eram muito diferentes e as circunstâncias eram outras.
Naquele instante, Zac não conseguia pensar em mais nada, além de amá-la, possuí-la, tê-la para sempre.
Ele ergueu a cabeça.
— Eu amo você, V — ele disse determinado.
Vanessa comoveu-se e sacudiu a cabeça, incrédula.
— Eu voltei porque não quero abrir mão de nosso casamento.
— Ainda bem! — ele exclamou, e tornou a beijá-la. Apaixonadamente.
Vanessa sentiu-se culpada por estar tão feliz no meio do incêndio que destruíra a casa de Zac.
Então, sentiu os primeiros pingos de chuva.
Mas Zac nem notou.
Contemplava-a com os olhos marejados.
— Eu amo você, Baby V. Não consigo viver sem você. Também quero salvar nosso casamento.
Ela tocou-lhe o rosto, maravilhada.
— Zac, eu sempre o amei. Sempre.
Ele sorriu, desconcertado.
— O presente já me basta.
— Acho que foi preciso eu partir para você...
— Não é verdade. Estou apaixonado desde a nossa noite de núpcias. No princípio, não compreendi o sentimento, mas depois tive certeza.
— Por que não me contou? — ela perguntou, e franziu a testa. Por que teria ele lhe escondido os próprios sentimentos?
— Eu ia lhe contar quando fomos a Chicago. Então observei que gostou muito da cidade e das pessoas. Achei que merecia viver entre elas. É inteligente e tem personalidade...
— Oh, Zac, pare! Não quero viver na cidade. Nem me interessa mais ser advogada. Meu amor, só quero você e Aura.
Ele a abraçou, impedindo-a de dizer mais. Beijaram-se até ficarem sem fôlego.
Vanessa olhou para ele, lembrou-se dos momentos de melancolia e amor desesperado em Chicago, e o compreendeu.
— Foi só por causa de Chicago que não disse nada?
Ele a estudou, uma expressão carregada no semblante.
— Não. Também não queria obrigá-la a ficar no rancho contra sua vontade. Tive medo de perdê-la para sempre, como acontecera com Reese.
— Oh, Zac! Eu não sou como a Reese. Eu adoro a vida no rancho.
— Foi o que descobri hoje. Por isso estava a caminho de Austin, mas Zach me ligou e avisou-me do incêndio em minhas terras.
— Por mais que eu queira ficar a sós com você, acho que devemos nos juntar aos outros — ela disse, tentando ser prática. — Sinto muito pela perda de sua casa.
— Tudo ficou sem importância, agora que tenho você de volta. Nessa, você me devolveu a vida, o amor. Espero poder um dia recompensá-la por tudo que deu a mim e à Aurora.
Ela tocou-lhe a face, os olhos cheios de lágrimas.
— Não se esqueça de que fiz tudo por amor, Zachary Efron.
Ele beijou-lhe a mão e olhou na direção da casa.
— Podemos reconstruir tudo outra vez, Nessa. Talvez fosse mesmo hora de enterrar o passado.
Os pingos de chuva tornaram-se mais freqüentes, e Zac olhou suas terras, que ainda ardiam. O fogo estava dominado, e o vento soprava, levando as chamas remanescentes de volta às terras já em cinzas.
O céu se abriu e finalmente despejou a tão esperada chuva. Zac colocou seu chapéu em Vanessa.
— Preciso agradecer a todos pela ajuda — Zac disse, com os braços em volta dela. — Depois, eu a quero só para mim. Precisamos de uma segunda lua-de-mel.
— Podemos levar Aurora se quiser.
Ele sacudiu a cabeça em negativa.
— Minha mãe pode ficar com ela por uma semana. Daremos férias também para Lúcia. Assim terei você em minha cama com exclusividade.
Vanessa sentiu uma eletricidade gostosa percorrer-lhe o corpo.
— Mal posso esperar! Vamos. Vou ajudá-lo a agradecer ao pessoal. Zac, salvei o que pude de sua casa. Está tudo na caminhonete, no meu rancho.
— Ah, Nessa, obrigado — ele disse. — Tive de sair às pressas. Por acaso pegou algumas de minhas roupas?
— Claro que sim — ela disse. — Está vendo como sou indispensável em sua vida.
— Tem razão. Não quero nem pensar em viver sem você.
*****
Vanessa estava de pé no terraço, apreciando as luzes de Paris, o Arco do Triunfo em uma direção, e a Torre Eiffel na outra.
Sentiu uma mão puxá-la para dentro do quarto de hotel.
— Calma!
— Venha aqui — Zac pediu. Os dois perderam o equilíbrio e caíram sobre a cama. — Pode ver Paris outra hora.... — Ele ficou sério. — Gosta mesmo de cidades, Nessa? Vou fazer de tudo para mantê-la comigo naquele rancho.
— É mesmo? E o que vai fazer? — ela brincou.
Ele puxou-a para junto de si e a beijou.
Rolaram na cama, um despindo o outro.
Já sem as roupas, Vanessa aproximou-se dele e o acariciou em uma parte muito íntima e deliciosa, delirando ao ver-lhe a reação espontânea.
Ele rolou por cima dela e gemeu de prazer.
Movendo-se entre suas coxas, ele a possuiu.
Ansiosa por mais, Vanessa o envolveu com as pernas e apertou-lhe os quadris com as mãos.
Continuaram em movimentos rítmicos até atingir o êxtase.
Ela concentrou-se em seus olhos azuis, e deslizou o dedo através de seu peito liso.
— Zac, gostaria de parar de tomar a pílula. Eu sei que não estamos bem financeiramente por causa dos prejuízos com o incêndio e a compra das terras de minhas irmãs...
Ele pousou o dedo nos lábios de Vanessa.
— Pss... — ele disse, e beijou-lhe os lábios de leve. — Acho uma ótima ideia. Você é maravilhosa com Aurora, e tenho certeza de que ela vai adorar ter um irmãozinho. Eu adoraria ter mais um filho. Vai dar tudo certo. Podemos vender algumas cabeças de gado ou uma parte das terras. — Ele olhou para Vanessa com ternura.
Ela envolveu-o em um abraço apertado, e ele a beijou.
Vanessa fechou os olhos e retribuiu os beijos.
Amava Zac e Aurora mais que tudo no mundo.
E, em breve, teria mais um pequeno Efron para amar!

FIM

Hellooo girls...
E chegamos ao último capítulooo... :(
Espero que tenham gostado da fic amores!!
Por enquanto eu não irei postar mais fic porque ano que vem tenho coisas da 
faculdade que tenho que fazer... Mas isso não é um adeus... Quem sabe em julho de 2016, eu não volte com uma nova história!?
Enfim amores, desejo mais uma vez a todos vocês um ótimo Natal e um Ano Novo com muita saúde, prosperidade. Que o ano que vai chegar seja muito melhor do que esse que está indo embora. Que neste ano novo sejamos capazes de diferenciar as coisas boas das ruins, para que possamos sempre juntos caminhar às novas mudanças, estando sempre disposto para aprender algo novo, de novo!
Um grande abraço a todos. Boas Festas!



quinta-feira, dezembro 24, 2015

CAPÍTULO XXV (Penúltimo Capítulo)

Depois de se despedir de Lúcia e colocar Aurora na cama, Vanessa foi para a cozinha.
Zac a seguiu.
Ele abriu a geladeira e apanhou uma cerveja.
— Quer uma cerveja?
Vanessa sacudiu a cabeça em negativa.
— Aceito um copo de chá gelado. Deixe que eu mesma pego. — Ela tirou os sapatos e afofou os cabelos.
— Nessa, eu não quero apressá-la, mas precisamos falar a respeito do rancho — ele disse. — Pela manhã, terá de decidir o que fazer junto com suas irmãs.
— Elas querem resolver tudo agora para não terem de voltar.
Zac sentiu um nó na garganta.
Uma ponta de esperança o animou. Seu futuro seria decidido.
— Você disse que o Rocking R deve ser dividido em três partes, e que elas querem vender suas partes.
— Ashely não quer ficar amarrada ao rancho de forma alguma. Ela e Chris disseram que se eu não puder comprar a parte deles agora, eles podem esperar. Vão recebendo os lucros até eu poder comprar. — Vanessa observou Zac tirar o paletó e desabotoar a camisa.
Momentaneamente, esqueceu tudo e concentrou-se nele.
Estava lindo como sempre.
As botas pretas o deixavam ainda mais alto.
Ele colocou o paletó na cadeira e sentou-se.
— E Stella?
— Agora que ficou noiva, Stella quer vender sua parte, assim poderá acabar de pagar sua faculdade. Ela quer me devolver o que gastei com ela desde a morte de papai, mas não vou aceitar.
Vanessa acrescentou uma rodela de limão ao chá, provou, então foi juntar-se a Zac na mesa.
— No momento, não posso comprar as partes delas sem me endividar. E não quero fazer isso. Com o nosso casamento, tudo que eu fizer vai envolver você.
— Eu compro as partes delas, e a sua, se quiser vender.
Atônita, ela o encarou enquanto pensava na generosa oferta.
Sentiu, uma dor profunda invadi-la. Zac estava pronto para dizer adeus. Não teria sentido fazer uma oferta como aquela, se pensasse que ela fosse ficar. Ou, ele queria que partisse. Sentiu-se tonta.
— Zac, é muita terra — ela disse, sem pensar.
Será que ele nem considerava a hipótese de ficarem juntos e juntarem as terras?
— Posso comprar toda a parte que faz fronteira com este rancho. — Zac a observava enquanto falava.
Ele estava arrasado, mas não queria que ela percebesse.
Ela ficaria com ele por pena, e isso não podia suportar. — Gostaria de ficar com as terras do Rocking R, e talvez esta seja minha única oportunidade.
— Eu vou deixá-lo endividado.
— Não se preocupe. Já pensei em tudo, e não quero ver suas terras caírem em mãos erradas. Terei de economizar por algum tempo, mas depois vou ganhar mais dinheiro. São boas terras. A água é abundante.
Ficaram em silêncio.
Vanessa sabia que ia se arrepender se não aceitasse a oferta, mas não queria um futuro longe dele e de Aurora.
Não esperava que ele agisse tão depressa.
Parecia que ele estava encerrando o casamento, o que era absurdo depois das semanas de intimidade que partilharam juntos.
Lembrou-se dos momentos alegres, quando ele parecia amá-la.
Zac continuou a beber da cerveja, o desespero invadindo-lhe todo o ser.
Queria que Vanessa ficasse, mas não ia obrigá-la.
Podia puxá-la em seu colo e beijá-la. Pedir que esquecesse a faculdade.
Mas, se ela dissesse não, teria de aceitar sua decisão.
Apesar da dor, teria de deixá-la partir.
— Não vou obrigá-la a ficar o ano todo — ele disse, odiando cada palavra, mas sabendo que era o justo.
Ele já perdera Reese por obrigá-la a ficar no rancho contra sua vontade. Não cometeria o mesmo erro outra vez. Se ela não queria ficar, não a forçaria.
O vínculo tinha de ser o amor, e não o dever.
A escolha era de Vanessa.
— Eu sei que quer ir para a faculdade — Zac continuou. — Mas antes de partir, precisa se desfazer do rancho.
Vanessa ouviu aquelas palavras, o coração partido em mil pedaços.
Zac falava com calma, como se fosse uma despedida.
E as noites que passaram abraçados? E as longas horas de amor?
Ela sabia que ele estava falando, mas não conseguia mais ouvir.
Dirigiu o olhar para a mão esquerda, a aliança. Pareceu fria e frágil.
"Ele estava fazendo os preparativos para ela partir". Estava dizendo adeus. Sentiu-se traída e magoada.
Chocada. Mas, ele nunca dissera que a amava.
Nem uma única vez.
Mesmo nos momentos de grande paixão.
— Nessa?
Ela lutou contra as lágrimas, a raiva e a dor.
Torceu para que as feições do rosto não a traíssem.
As lágrimas queimaram-lhe os olhos.
— Desculpe, estava lembrando de minha avó — ela mentiu.
— Oh, perdoe-me, não é uma boa hora para conversarmos.
— Não, Ashley vai partir amanhã à tarde. As decisões precisam ser tomadas — ela disse.
O interlúdio havia terminado. Perderia a ele, e a Aurora. As lembranças de Aurora a devastaram.
A pequena crescia a cada dia, aprendia coisas novas e chamava-a de "Mamãe".
Lembrou-se de quando lhe contava histórias, dos abraços daqueles braços curtos...
E Zac... A dor era tão forte que mal podia respirar.
Zac a contemplava atentamente. Ela olhou novamente a aliança.
Os olhos se encheram de lágrimas.
— E difícil perder a vovó e o rancho, tudo ao mesmo tempo.
— Não precisa ir.
Ela queria gritar que precisava ouvir uma declaração de amor.
Preferia ter Zac e Aurora do que ir para a faculdade!
Teve vontade de dizer toda a verdade, mas não o faria.
Tinha seu orgulho.
Infelizmente, ela não controlava as emoções.
Seria uma estupidez esclarecer seus sentimentos com relação a ele e Aurora?
— Zac, meu lugar é junto de minhas irmãs — ela disse, antes de ter que dar maiores explicações. — Vou voltar para casa. — Mas, para ela, sua casa só podia ser junto de Zac e Aurora.
Zac rangeu os dentes, os olhos azuis haviam escurecido como a noite.
Ele concordou e abaixou a cabeça.
Ela apanhou a bolsa e foi buscar algumas roupas.
Zac ficou sentado na cozinha vazia.
Para ele, o mundo acabara.
Como poderia viver sem ela? Se comprasse seu rancho, não poderia desfazer o negócio e mudar-se para a cidade com ela.
E não sabia como fazê-lo.
Podia tê-la obrigado a ficar até o final do ano.
Talvez assim, Vanessa se convencesse de que era feliz com ele e Aurora.
Olhou para a soleira da porta, pensativo.
Ela ainda estava sob seu teto. E era suscetível a seus beijos.
Furioso, arrastou a cadeira e saiu apressado pela casa.
Encontrou-a em seu quarto.
Estava dobrando as roupas.
Entrou apressado e a virou para ele.
— Zac...
Ele cobriu-lhe os lábios com um beijo.
Surpresa, Vanessa abraçou-lhe.
O coração palpitando contra o peito.
Ele a beijava como se a quisesse para sempre.
E, ela o queria também.
Mais lágrimas rolaram e mesclaram-se aos beijos.
Por que ele a beijava se queria que partisse?
Abruptamente, soltou-a.
— Pode ir, Nessa — ele disse, a voz fria e triste.
Ele virou-se e saiu do quarto, deixando-a perplexa. Ele devia sentir alguma coisa por ela, ou não a teria beijado daquele jeito.
Com as mãos trêmulas, apanhou poucas coisas, o resto pegaria mais tarde, quando estivesse mais calma.
Foi ao quarto de Aurora despedir-se.
— Vou sentir muita falta de você, pequenina. Mas, seu pai sabe o que é melhor para ele. Ele te ama muito e vai sempre cuidar muito bem de você. Nunca vou esquecê-la. Eu te amo, minha pituquinha. Eu te amo tanto, Aurora.
Vanessa inclinou-se para abraçar a pequena, e então saiu apressada.
Correu até a caminhonete, embora sua vontade fosse dizer a Zac quanto o amava.
Tinha o rosto banhado em lágrimas.
Onde estava Zac? Não ia tentar impedi-la?
Fechou a porta e ligou o motor.
Quando chegou na via expressa, parou no acostamento para chorar.
Ela o amava, ele era seu mundo.
Mais de uma hora depois chegou ao seu rancho.
Na ponta dos pés foi para o quarto, fechou a porta e sentou-se à janela.
Não conseguiria dormir.
A mente confusa.
Ele agira como um homem apaixonado.
Será que ela o interpretara mal? Deveria voltar e dizer quanto o amava, e que queria um casamento de verdade para sempre?
Gostaria de voltar, mas a frieza de Zac a assustara.
Se ele a amasse, teria dito.
Se a queria, não teria permitido que partisse.
Na manhã seguinte, o marido de Ashley, Chris, juntou-se à Vanessa no desjejum.
— Bom dia, Nessa. Não esperava encontrá-la aqui — ele disse, estudando-a.
Estava óbvio que chorara a noite toda.
Os olhos inchados e vermelhos.
Mal se conheciam, e ele não fez mais perguntas.
Devia estar louco de vontade de voltar para sua corretora em Denver.
— Eu sei que Ashley e Stella desejam resolver a questão do rancho quanto antes — ela disse a ele.
— Precisam resolver algumas coisas. Falei com seu marido ontem, ele parece disposto a comprar nossa parte e a de Stella.
— É verdade.
— Bom dia. Pensei ter ouvido vozes — o noivo de Stella, Alexander, disse.
Os homens se movimentaram pela cozinha, servindo-se de suco de laranja e café.
Os dois eram bem diferentes.
Alex trabalhava com computadores.
Chris era músico.
Parecia estar sempre preocupado com algum negócio.
As irmãs entraram na cozinha.
— Que faz aqui? — Ashley perguntou, bocejando.
Estava com um agasalho esportivo cor-de-rosa e descalça.
Stella estava de short e camiseta.
As duas olharam com curiosidade para Vanessa.
— Vim conversar com vocês sobre o rancho — Vanessa disse.
Enquanto comiam e tomavam café, discutiram como disporiam do rancho.
Depois de terminada a conversa, Chris ligou para Zac e marcou uma reunião no escritório do rancho.
Em seguida, Chris chamou um avaliador.
Uma hora mais tarde, alguns saíram para caminhar pelo rancho, exceto Stella que permaneceu na cozinha com Vanessa.
— Por que está aqui?
Vanessa afastou os cabelos do rosto e olhou pela janela da cozinha.
Não queria contar a verdade à irmã, mas não tinha escolha.
— Eu e Zac tínhamos um casamento de conveniência, nada mais.
— Não acredito, Nessa!
Vanessa encarou a irmã.
— É verdade.
— Ninguém faz isso!
— Eu fiz. Ele precisava de alguém para cuidar de Aurora, e concordou em pagar as dívidas de papai. Antes de casarmos, disse a ele que se a vovó morresse, eu queria vender o rancho, mudar para cidade e cursar a faculdade de direito.
Stella abriu a boca.
— Não! Você ama este lugar!
Por um instante, Vanessa sentiu uma ponta de ânimo.
— Claro que amo nossa casa, mas não quero me sentir amarrada. Como vocês. Quer viver aqui e administrá-lo?
— Não, mas eu nem saberia como. Você sim. Foi o que sempre fez.
— Mas não é a única coisa que quero fazer — Vanessa disse, paciente.
— Todos aqueles anos com papai, você era infeliz?
— Não, mas o papai se foi e agora quero algo diferente.
— Ash já sabe?
— Ainda não. Eu ia contar, mas não quero fazê-lo na frente de Chris e Alex.
— Você quer estudar direito?
— Já fui aceita. Se deixar a venda do rancho a cargo de Chris, posso começar neste semestre. Gostaria de ir para Austin esta tarde. Vou precisar de um apartamento.
— Você esperou todo esse tempo por papai e vovó, não é?
— Sim.
— Tinha tanta vontade quanto eu e Ash de sair daqui?
— Não. Eu gosto daqui, mas quero ter uma profissão — ela disse, pensando em Zac e Aurora. — Não quero viver aqui sozinha.
— Mas, e seu casamento?
— Legalmente estamos casados.
— Você fez aquela festa enorme pela vovó?
— Sim.
— Se quer estudar, por que está com os olhos inchados de tanto chorar?
Vanessa respirou fundo.
Olhou pela janela e procurou controlar as emoções.
— Eu o amo, Stella.
— Então, por que está indo embora?
— Ele quer que eu vá. — Vanessa enxugou os olhos e virou-se. — Ele me disse que jamais amaria outra vez.
Stella abraçou a irmã.
— Talvez, se ficasse mais um pouco, ele teria tempo de se apaixonar. Ele casou com você. Certamente, conversaram sobre uma relação mais duradoura.
— Não quero obrigá-lo a viver comigo sem amor.
— Ele não me pareceu infeliz a seu lado. — Stella afastou-se e estudou Vanessa. — Ele parece gostar muito de você. E não estava fingindo.
— Ele não me pediu que ficasse.
— Acho que deve voltar e discutir isso com ele.
— Stella, ele sabe o que quer. E sempre diz o que pensa.
— Talvez esteja esperando que você dê o primeiro passo.
— Ele não é desse tipo.
— Vamos falar com Ash.
Vanessa concordou.

Hellooo girls...
E chegamos ao penúltimo capítulooo... :(
Esses dois cabeças duraas!!! Não acredito que isso tá acontecendo....
Comentem ai o que acharam, porque amanhã tem o último capítulo da nossa história
Amores Feliz Natal!! Que neste Natal cada ser humano procure doar um pouco de si. Não somente em coisas materiais, mas principalmente em pequenos gestos para com o próximo.
Que nesta noite especial de Natal todos os seus sonhos se realizem, que Deus continue abençoando você e toda a sua família nos anos seguintes... Feliz Natal!
Beijos e até qlqr momento!!

quarta-feira, dezembro 23, 2015

CAPÍTULO XXIV

Mesmo com Vanessa nos braços, Zac não pode deixar de pensar que a perdia.
Ele a queria desesperadamente, mas precisava deixá-la partir.
Recostou-se na porta, separou as pernas e a puxou contra si, sentindo a maciez dos contornos de Vanessa. Ela exalava um perfume floral, e seu gosto era quente e doce.
Ele estava teso e faminto.
Encontrou o zíper do vestido e o abriu.
Despiu-a, o vestido caiu ao chão. As roupas tornavam-se um empecilho.
Ele queria senti-la, pele com pele.
Aquela noite ela seria sua, e ele esqueceria o amanhã, e o que viria depois.
— Você é maravilhosa, Nessa — ele sussurrou
Queria acrescentar que a amava, mas não sabia se devia. Ele a prendera a um casamento de mentira, não a acorrentaria a um amor que a faria infeliz.
Mas, no íntimo, desejava que ela o amasse. Amara Reese, mas com Vanessa era diferente. Ele e Vanessa eram um só.
Pensavam do mesmo jeito, gostavam das mesmas coisas.
Sua companhia era um deleite.
Era uma amante que fazia das noite um êxtase sem fim, mantendo-o sempre excitado.
Ele gemeu e apertou o abraço.
— Ah, Nessa — ele disse com uma voz grave. — Minha Nessa — ele disse, querendo que fosse verdade. Desceu as mãos até os quadris dela e a puxou mais perto.
Estava pronto para o amor, e ela também.
Vanessa o despiu, primeiro a camisa. Os olhos achocolatados faiscando.
Desceu os dedos por seu peito másculo, a eletricidade envolvendo-o todo.
Ele tomou-lhe o rosto nas mãos e olhou dentro de seus olhos.
— Eu quero você, Nessa. — A voz embargada pela emoção.
Beijou-a com ardor e arrancou-lhe a calcinha.
Vanessa podia sentir que ele estava diferente. Havia uma urgência naquele beijo.
Mais selvagem e desesperado. Surpresa, Vanessa notou que aquela necessidade extrema dele a excitava sobremaneira.
Vanessa abandonou-se àquele arroubo de Zac, arqueando os quadris, contaminada pela fome de amor.
Ele tirou toda roupa. Vanessa especulou se a paixão seria sempre assim com ele.
— Nessa, venha — sussurrou, e a puxou no carpete macio.
Ela rolou e ficou por cima dele, sentindo as mãos quentes em seus quadris. Ele a ergueu e sentou-a delicadamente sobre si.
Ela soltou um grito rouco, então passou a se mover ritmicamente. Sentia-se completa. Um milagre a cada vez que se uniam. Tão especial que valia o tempo todo de espera.
Ele acariciou-lhe o interior das coxas. Vanessa fechou os olhos e mordeu o lábio.
Com um movimento súbito, ela se agarrou a ele, as pernas ao redor da cintura, o ardor levando-os em uma onda que isolou-os do resto do mundo.
— Nessa, meu amor!
As palavras de Zac eram quase inaudíveis. Vanessa sentiu o estouro do êxtase, mas ele continuou a se mover, até que também ele atingiu o clímax. Lentamente, a respiração de Vanessa voltou ao normal.
Ele a beijou com desespero.
Pegou-a no colo e a levou para a cama, sem deixar seus lábios.
— Zac, está tudo bem?
— Neste instante, minha vida está perfeita, Nessa — ele respondeu. — Quero ficar bem perto de você.
Ela murmurou um suspiro satisfeito e se achegou mais dele.
— Podia amá-la a noite toda. Perdi dois quilos nestas últimas duas semanas.
— Deixe-me sentir onde — ela disse, acariciando-lhe o corpo todo. — Você não pode emagrecer mais.
— E a falta de sono e a exaustão.
— Está reclamando?
— Nunca! — ele exclamou, e abraçou-a carinhosamente.
Os três dias e noites seguintes foram cheios de festas. Zac viu Vanessa desabrochar, mais confiante e segura. Não discutiam mais sobre vestidos ou cabelos. Zac estava ciente dos homens flertando com Vanessa.
Allan Anderson aparecera em outras festas, e a constante atenção a Vanessa não deixava dúvidas quanto a suas intenções.
Zac surpreendeu-se com a própria reação.
O amor que sentia por Vanessa, fazia-o desejá-la só para si.
Na noite de sexta-feira, depois que Vanessa adormecera, Zac permaneceu acordado na escuridão do quarto.
Queria lutar pelo amor de Vanessa, mas não tinha coragem.
Agira assim com Reese e a perdera para sempre.
E, depois de observar Vanessa aquela semana, sabia que precisava deixá-la ir.
Ela florescera em Chicago, e parecia sempre entusiasmada.
Confiante, simpática.
Seria uma excelente advogada.
Ela crescera tão distante das outras pessoas, mas revelara-se extrovertida e brincalhona.
E, sempre lhe contava animadamente das conversas e pessoas diferentes que conhecera.
Cada vez que faziam amor, ele se sentia mais ligado à Vanessa.
E, sabia que não suportaria a dor de perdê-la. Condenado a ter o coração partido, não podia deixar passar as oportunidades de intimidade.
No domingo, retornariam ao rancho, mas ele já estava pronto para ir embora.
Pensou até em se mudar para a cidade, mas não podia fazer aquilo.
O rancho era sua vida.
Era o que sabia fazer.
Ele era um caubói, e precisava ficar no seu meio.
Gostaria de estar em casa, de poder caminhar ao ar livre, sem se sentir enclausurado.
Estava cansado de Chicago, e precisava voltar ao campo para se recompor.
Olhou novamente para Vanessa em seus braços e a desejou.
Fazia menos de uma hora que haviam feito amor, no entanto, ele adoraria acordá-la e começar tudo de novo.
— V — ele sussurrou, passando os dedos por seus ombros.
Inclinou-se e beijou-lhe a face, descendo até os seios.
Vanessa resmungou, e abraçou-o com força.
Zac a beijou e acariciou até deixá-la ofegante.
Vanessa moveu-se e acomodou-se em suas pernas, beijando-as.
Ele contorceu-se e gemeu.
— V!
Ela o beijou mais intimamente, esperando uma declaração de amor.
Ele agia como um homem de todas as maneiras possíveis, procurando satisfazê-la como mulher, mas nunca dissera que a amava.
Seria apenas atração física?
Ele a puxou para cima e a beijou com sofreguidão.
Ela esqueceu suas dúvidas e ansiedades, e abraçou-o e beijou-o com ardor.
Ficaram acomodados, um nos braços do outro, conversando a respeito do retorno ao rancho.
O telefone tocou, e Vanessa virou-se.
— Mamãe vai atender.
— Deve ser uma emergência, ou não ligariam tão tarde. E se for para você?
Por que me ligariam em Chicago? Deve ser para Tom.
Vanessa se aninhou em seus braços, e Zac virou-se para beijá-la. Minutos mais tarde, ela mal ouviu a batida na porta.
Zac levantou-se e foi ver o que era.
Vestiu uma calça jeans, enquanto Vanessa colocava a camisola.
Enquanto vestia o robe, pode ouvir a voz meiga de Starla.
Ele atravessou o cômodo e apanhou o telefone.
— É Zachary — ele disse, acendendo o abajur.
A luz iluminou-lhe as faces.
Enquanto ouvia, ele olhava para Vanessa.
Fechou os olhos momentaneamente, e Vanessa soube que alguma coisa terrível acontecera.
— Nessa, é Ashley. Más notícias. — Zac entregou-lhe o telefone.
Vanessa franziu a testa, preocupada com a irmã.
Zac abraçou-a, querendo protegê-la.
— Ash? Que houve? — Vanessa perguntou.
— A vovó morreu dormindo esta noite — Ashley disse com uma voz chorosa. — Foi dormir e não acordou.
Vanessa respirou fundo, a dor da perda, devastadora.
Zac apertou-a contra si, e ela o olhou.
Lágrimas brotaram de seus olhos, e ela tentou conter a emoção.
— Fico satisfeita que você estava com ela. Estamos voltando.
Zac a manteve junto de seu peito, enquanto Vanessa ouvia Ashley. Entorpecida, ela falava dos preparativos do velório e enterro.
Zac levantou-se e vestiu a camiseta.
Assim que Vanessa desligou o aparelho, Zac veio confortá-la.
— Sinto muito, querida.
— Depois que perdemos papai, vovó disse que quando chegasse a vez dela, não queria que chorássemos, pois sua vida fora muito feliz. Mas, não posso evitar. Vou sentir sua falta.
— Eu sei que sim — ele disse com ternura, e beijou-lhe a testa. Manteve-a segura em seus braços enquanto ela se debulhava em lágrimas.
— Ela vai ser enterrada em casa, no Texas. Zac, preciso voltar para casa.
— Vou trocar nossas reservas de vôo. Estaremos em casa amanhã à tarde. Vou ligar agora e cuidar dos preparativos, depois vou falar com minha mãe. — Ele enxugou-lhe as lágrimas com os dedos. — Você está bem?
— Estou.
Ele apanhou o telefone, e enquanto transferia as reservas para o voo da manhã, ela fazia as malas.
Quatro dias depois, Zac estava ao lado de Vanessa sob o toldo grosso diante do túmulo da avó.
Vanessa enterrara os pais, e agora á avó. Vanessa sentia que sua família agora se resumia a ele e Aurora.
Será que Zac pensava do mesmo jeito?
Depois do serviço, amigos e parentes vieram apresentar as condolências à Vanessa e suas irmãs.
Quando voltavam para a casa do rancho de Vanessa, amigos e parentes os seguiram.
Agora que Deodora partira, Lúcia se mudara para o rancho de Zac, e seria a nova babá de Aurora.
Era tarde da noite quando Zac e Vanessa voltaram para casa.
Hellooo girls...
Como prometi ontem, aqui está mais um capítulo
Aaah gente chorando demaaais... a dona Deodora faceleu.... :'(
Tadinha da Nessa... Só espero que isso não signifique fim de Zanessa....
Comentem ai o que acharam, porque amanhã tem o penúltimo capítulo (sim, o penúltimo)
E o último será postado dia 25...
Beijos e até qlqr momento!!

terça-feira, dezembro 22, 2015

CAPÍTULO XXIII

— Eu a amo, Nessa — ele sussurrou.
Zac admirou sua mulher. Os cílios longos contra a pele alva, os cabelos negros, esparramados nos ombros.
Não resistiu e puxou o lençol. Maravilhou-se com os seios nus.
Vanessa era cheia de contradições. Era baixa, forte e cheia de energia. Ao mesmo tempo, macia e delicada, e tão apaixonada nos momentos do amor. Reclamava de não se achar bonita ou sexy, mas quando a vira com aquela minissaia, estava sedutora e segura.
Ficou excitado com a lembrança, desejando-a. Pôs de lado os pensamentos e afastou o lençol. Acariciou-lhe os seios, esperando que reagisse.
Mordiscou-lhe o mamilo e ouviu-a gemer.
Zac passou a beijá-la com ardor. Vanessa estava lânguida e quente, e logo estaria tão excitada quanto ele. Ela moveu-se com sensualidade e trancou os dedos por entre os cabelos loirora, puxando-o. Os olhos achocolatados tempestuosos de desejo.
Com os braços em volta dele, Vanessa o beijou. Ele não conseguiria esperar nem minuto sequer. A vontade de tê-la era urgente. Vanessa envolveu-o com as pernas e moveu-se ritmicamente. E, mais uma vez, perderam-se com paixão.
— Que acha do meu cabelo? — Vanessa perguntou.
Zac terminou de amarrar a tira de couro e a olhou. Ela havia mudado. Com o novo corte de cabelo e um vestido preto justo tinha uma aparência sofisticada. Ressaltada pela estatura. Zac sentiu um aperto no peito ao lembrar-se dela pela manhã, nua em seus braços.
— Está deslumbrante — ele disse. Mentalmente, ele a despiu, e sorveu da visão. Era tão sexy, que preferia ausentar-se da festa e passar o resto da noite com ela no quarto. Ele olhou de relance no relógio de pulso. — E, se soubesse que não seríamos incomodados, eu a tomaria nos braços para uma sessão rápida de amor. — Ele vestiu o paletó azul-marinho e ajustou a gravata.
— Não pode fazer isso — ela disse, e deu a volta por trás dele para se olhar no espelho.
— Oh! Zac, não posso!
— Não seja tola. É apenas um jantar. Está linda — ele disse, admirando-lhe as pernas.
— Não vou saber o que dizer, e sinto que vão me achar caipira.
— Minha mãe é do condado de Glayton. Eu também. A maioria das pessoas que vem hoje aqui tem alguma relação com o campo. — Zac refletiu que os temores de Vanessa eram infundados, mas para ela pareciam reais.
Ele abriu o paletó e colocou as mãos nos quadris.
— Às vezes, quase tenho vontade de levá-la à cidade com sua minissaia, só para ver os homens, que a esnobaram no passado, virem atrás como cachorrinhos. Mas, eu disse quase. Não pretendo perdê-la.
— Tolice — ela disse. — Estou preocupada com esta noite. Tenho um metro e sessenta de altura, o vestido é curto, e minhas pernas parecem intermináveis.
— Nessa, suas pernas são fabulosas, e se olharem para você, é porque está maravilhosa. Esta não é uma festa de adolescentes. São todos adultos. Vamos dar um beijo de boa-noite em Aurora, e então nos juntaremos aos convidados. Pare de se preocupar.
— É tão fácil para você. Está acostumado a situações como esta desde que era bebê.
— Está fazendo uma tempestade em copo de água. Não tem mais treze anos. É uma mulher adulta, casada, inteligente, e vai ser a mais linda e sexy da festa.
— Oh, se...
— Você verá — ele disse, e a puxou pela mão. Vanessa estava com as mãos geladas, e ele pôde senti-la trêmula.
— Baby V, relaxe.
— Se lhe serve de consolo, não pretendo sair do seu lado. — Ela o encarou como uma criança assustada.
— Vamos. Não será tão ruim. São apenas amigos de minha mãe e Tom.
Antes de desceram ao andar térreo, foram até o quarto de Aurora. À medida que se aproximavam da sala, as vozes e a música tornavam-se mais audíveis.
A mãe convidara aproximadamente cinquenta pessoas. Era uma recepção para apresentar ele e Vanessa aos amigos de Chicago.
Olhou para Vanessa e sentiu orgulho. De queixo empinado e olhar determinado, estava pronta para enfrentar o desconhecido.
— Aí estão — Starla disse, correndo a cumprimentá-los.
Trajava um vestido azul-marinho, debruado de branco, e seus olhos brilhavam.
Zac sabia que a mãe adorava festas
— Deixe-me apresentá-los a todos. Robert e Michelle acabaram de chegar e nem conhecem Zac.
Vanessa sentiu o coração batendo forte contra o peito. Moviam-se de um grupo a outro, ela entre Zac e Starla, sorrindo e tentando guardar o nome de todos.
Sentia-se fora do seu meio, como nas festas do ginásio. Mas, como Zac estava com o braço em volta de sua cintura o tempo todo, acabou relaxando.
As pessoas eram amigáveis e simpáticas, e finalmente ficou conversando com um grupo descontraidamente.
Um garçom passou com uma bandeja de bebidas, e Vanessa se serviu de uma taça de vinho branco.
A conversa passou do futebol ao tempo.
— Ouvi que estão tendo uma estação bem seca — um homem alto de cabelos castanhos disse a Zac.
— Este ano vai ser um recorde. As chuvas estão bem abaixo da média.
— Sua mãe disse que é fazendeiro — Tim Colby disse. Vanessa já fora apresentada a ele, e sabia que era um antigo vizinho de Tom. — Acabei de comprar cavalos para minha família. Mas, não entendo muito do assunto. Queremos apenas cavalgar com as crianças. Eles são gentis, mas um deles não quer deixar a estrebaria. Já ouviu algo semelhante?
— Minha esposa é a especialista em cavalos. Nessa?
— Existe um termo antigo para cavalos que não querem sair de casa — ela disse, sabendo que Zac poderia ter respondido ao homem. — Meu pai os chamava de cavalos de celeiro.
— É bom saber que não é só meu cavalo que tem este problema. Existe algum modo de curá-lo? Não gosto de brigar com ele, e se o açoitar, vou apanhar de minha família.
Vanessa sorriu.
— Pode fazê-lo perder este hábito. Quando sair da estrebaria, mantenha-o em movimento. Com as rédeas frouxas, pressione-o com o calcanhar.
— Por que manter as rédeas frouxas? — Tim Colby perguntou. — Não perderei o controle?
— Se prender as rédeas, ele pode querer lutar mais. Pode abanar a cabeça. Faça-o mover-se, mas sem dirigi-lo. Provavelmente, ele andará em círculos. Vai ter algum trabalho com este cavalo.
— Já teve algum animal assim? — um homem alto e loiro perguntou. Vanessa desviou a atenção para ele, Zac já o apresentara. Era Allan Anderson.
— Sim. Com algum empenho é possível contornar o problema. — Virou-se novamente para Tim Colby. — Se for um cavalo novo ou sensível, a pressão das pernas ou calcanhares o fará movimentar-se. Se insistir, ele acabará cedendo.
— É um animal maravilhoso — Harriet Colby interferiu.
— Nossas crianças o adoram. Não podemos vendê-lo.
— Quando terminar de cavalgar, deixe-o selado por mais algum tempo — Vanessa acrescentou. — Assim, ele não terá pressa de voltar ao estábulo.
— Obrigado pelos conselhos. Talvez agora possamos aproveitá-lo melhor.
Vanessa percebeu que Zac se afastara. Pode vê-lo com outro grupo de pessoas, e ele a observava de longe. Ele ergueu uma taça e brindou, piscando para ela.
Ela devolveu-lhe um sorriso.
Vanessa continuou a responder perguntas sobre cavalos, e mal percebeu o tempo passar. O jantar foi anunciado, e Allan tomou-lhe o braço. Zac continuava do outro lado da sala, conversando com dois homens. Era fácil achá-lo pela altura.
— São recém-casados, não? — Allan perguntou.
— Sim. Nos casamos em abril — ela respondeu.
— Então não vai querer almoçar comigo esta semana?
Ela sorriu e sacudiu a cabeça em negativa.
— Obrigada, mas não.
— Posso lhe mostrar Chicago enquanto Zac estiver ocupado com seus negócios.
— Obrigada, mas minha sogra já planejou nossas atividades.
A mesa da sala de jantar tinha um grande sortimento de iguarias: pernil e pato assado, peitos de frango com cogumelos, legumes no vapor e pães frescos. Candelabros de prata com velas acesas davam o toque de requinte. As pessoas serviam-se do bufê e depois instalavam-se em mesas espalhadas pela casa.
Sentaram-se em uma mesa para oito pessoas, Allan a seu lado e um casal de sobrenome Reider em frente.
— Sabemos que conhece bem cavalos. Eu sou Jess Reider — o homem anunciou. —E esta é minha esposa, Kate.
Logo, Vanessa estava entretida em outra conversa sobre cavalos. Quando Zac veio juntar-se a ela, a mesa já estava cheia, e ele teve que sentar em outra.
Uma hora depois do jantar, Zac observava Vanessa a distância, uma taça de vinho na mão. Ela estava cercada de homens, que prestavam atenção a cada palavra sua. Por que ficara tão preocupada? Zac pensou. Era a atração da festa. E, se não estivesse com a aliança no dedo, estaria com a agenda cheia até o fim do mês.
Era como uma flor rara.
Todos sentiam-se atraídos por ela.
Vanessa devia ter tido melhores oportunidades na vida. Sempre sonhara em ser advogada.
Era inteligente e extrovertida. Não podia querer mantê-la prisioneira no rancho cuidando de uma criança e dele.
Ela pertencia ao mundo.
Ele saiu no terraço, e desceu para o jardim onde podia ficar só.
Ele é que ficaria no rancho. Gostava da solidão, da vida simples. Era uma vida difícil e cheia de desafios, mas era o que gostava.
Mas sua linda esposa precisava de liberdade.
Com uma dor no peito, cruzou os jardins até a lagoa, olhando a superfície brilhante, pensando em Vanessa.
Ela mudara tanto.
Não era a mesma fazendeira vizinha a quem propusera um casamento de conveniência.
Ele fora o maior beneficiado. Mas ela o advertira que se arrependeria.
Agora, estava apaixonado. Naquela época, nem imaginava que aquilo pudesse acontecer.
Queria voltar para a festa, abraçar a esposa e a filha, e voltar para o Texas.
Queria Vanessa em seus braços, na sua cama, em sua vida.
Mas, precisava deixá-la ir. Era tudo sua culpa. Devia saber que não daria certo.
Virou-se e retornou à casa. Parou na porta e ficou observando Vanessa.
Parecia contente, e suspeitou que depois daquela noite, ela não teria mais problemas com eventos sociais.
— Zachary — Ed Burnes chamou, e Zac se virou para se reunir a um grupo de amigos do padrasto.
Vanessa observava Zac de longe.
Era o homem mais bonito da festa. Em seu terno escuro e camisa engomada branca, destacava-se dos outros por seu bronzeado. Havia algo de selvagem e puro, como em um outro homem presente.
Talvez fosse a força de sua ascendência indígena ou mesmo o trabalho no campo.
Exalava vitalidade.
Agora que ele correspondia a seu olhar, Vanessa o achou triste, e especulou no que ele estaria pensando.
Ele piscou só para ela, e ela devolveu-lhe o cumprimento, desejando estarem no quarto, a sós.
— Eu o invejo — Allan Anderson disse atrás dela.
Ele se aproximou mais, ficando entre ela e as outras pessoas do grupo.
— Sou muito bem casada — ela disse com firmeza, e Allan encolheu os ombros.
— Estou convencido disto. Basta observar vocês dois. E se olhares matassem, eu estaria morto pelos que tenho recebido de seu marido. Mas, se...
— Não monopolize a senhora — um outro homem disse, e Vanessa virou-se.
— Starla me contou que ganhou muitos troféus?
— Sim — Vanessa respondeu, tentando lembrar-se do nome do homem.
Minutos depois estava cercada por um grupo que queria saber de suas experiências em rodeios.
Passava da uma hora da madrugada quando o último convidado se foi.
— Todos adoraram vocês — Starla disse para Vanessa e Zac.
— Todos adoraram minha linda esposa — Zac disse, passando o braço em volta da cintura de Vanessa.
— Foi muito divertido — Vanessa disse.
— Vamos nos divertir muito amanhã também — Starla disse.
— Boa noite, mãe — Zac beijou-a no rosto. — Boa noite, Tom.
— Foi uma bela festa — Tom disse. — Boa noite para os dois.
Cheio de desejo pela esposa, Zac abraçou-a na altura dos ombros e a conduziu ao quarto. Caminhava em silêncio, ouvindo as histórias de Vanessa.
Aquela noite, ele a queria mais que nunca. Estava com a mente repleta de fantasias eróticas.
Vanessa olhou para Zac.
— Tinha razão, eram pessoas amigas.
— Sim especialmente Allan Anderson. Queria dar um soco nele. E o teria feito, se ele a aborrecesse.
Vanessa riu.
— Ele é amigável.
— Sim. Pude ver suas intenções pelo modo como a despia com o olhar. Queria devorá-la. — Zac a contemplou, e teve uma vontade súbita de arrancar-lhe o vestido.
— Estava certo sobre a festa. Não devia ter me preocupado.
Zac fechou a porta do quarto e a encarou, face a face, enlaçando-a pela cintura.
— Algo errado? — ela perguntou.
Vanessa pressentiu que algo estava muito errado. O olhar sombrio de Zac a preocupava. Ele abaixou a cabeça e a beijou como se não a beijasse há semanas. Estava selvagem.
Ela correspondeu ao beijo com o mesmo fervor, e seu corpo respondeu de imediato. Colou o corpo no dele, querendo sentir o máximo contato, apertando os quadris junto à sua masculinidade.
Algo desencadeara aquela urgência em fazer amor. Vanessa não sabia o quê.
Mas, ele parecia querê-la mais do que antes.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas...
Aqui está mais um capítulo  :D
Só eu que estou com medo do que o Zac pode fazer??
Comentem ai o que acharam....
Nossa fic está chegando no finalzinho.... O último capítulo eu irei postar dia 25 como um presentinho
de natal à vocês.... Então como além desse só faltam apenas 3 capítulos, sim apenas 3 (choremos), eu irei postar um amanhã, o penúltimo dia 24 e o último dia 25...
Beijos e até qlqr momento!!
OBS: Corram lá nas mini fics da Liriane Melo, My Dream, que ela postou uma fic L-I-N-D-A-A-A!!

quinta-feira, dezembro 17, 2015

CAPÍTULO XXII

Apanhou a escova e passou-a pelos cabelos durante uns cinco minutos.
Despiu-se, ficando só de calcinha e sutiã de renda, então vestiu uma meia-calça e calçou sapatos de salto.
Enfim, a saia e o colete abotoado na frente. Brincos de ouro, e maquiagem.
O detalhe final, seu perfume de rosas.
Diante do espelho, admirou a produção completa.
— Meu Deus, não sou eu — ela disse. — A saia justa modelava seus quadris, destacando a minúscula cintura. O colete, o contorno dos seios. — Não sei como fazer isto. — Ela estremeceu. — Você pediu, Zac.
Entrou no quarto de Zac.
— Nessa — ele disse, sem fôlego.
E, ele parecia estupefato.
— Não espera que eu use isto em uma festa de família — ela disse, os olhos fixos nele, as mãos nos quadris. —  Onde pensou que eu usaria isto?
Os olhos azuis de Zac deixaram Vanessa imóvel, enquanto ele atravessou o quarto e aproximou-se dela. Ele a conduziu até a parede espelhada e se posicionou logo atrás. Com os braços à volta dela, sussurrou-lhe no ouvido.
— Olhe para você, Nessa. Jamais vai poder duvidar de quanto é linda e sexy — ele disse com uma voz grave.
Ela preferiu concentrar o olhar na reação dele. Zac a virou, e face a face, Vanessa pode ver o profundo desejo naqueles olhos.
— Nessa, você é sedutora e linda. E, enquanto eu for seu marido, este traje não sai desta casa. — Ele a fitou, procurando uma resposta. — Por que decidiu vesti-lo agora?
— Você o comprou para mim. Achei que quisesse me ver vestida nele.
— Então fez isso por mim? — ele perguntou com ternura. — Ah, Nessa. — Ele desviou o olhar para os lábios dela.
E, mesmo sem tocá-la, Vanessa sentiu em seu corpo o calor dele.
Estava arriscando tudo.
Seus sentimentos, seu futuro.
Estaria sendo impulsiva demais? Nos olhos azuis de Zac teve a resposta. Era mais feliz aqui, com Zac, do que em toda sua vida anterior.
Estavam casados, no papel, haveria uma chance de tornar-se real?
E, mesmo que ele nunca a amasse, teria para sempre aqueles momentos.
Ele a envolveu nos braços, e a contemplou extasiado.
— Tão linda — ele sussurrou, antes de cobrir-lhe os lábios com um beijo ardente.
Vanessa abraçou-o também e correspondeu.
Mesmo no calor daquele contato, ela ainda tinha incertezas.
Não se considerava sofisticada ou experiente. No amor, era como uma criança, enquanto o homem que a tinha nos braços...
Zac a afastou delicadamente, os dedos rápidos nos botões do colete.
Despiu a peça e a beijou novamente. Logo, o sutiã estava no chão, e ela podia sentir o hálito fresco nos seios.
Sentia as mãos trêmulas de Zac, seu desespero, surpresa por ele a desejar tanto assim.
Ele abriu-lhe o zíper da saia, e esta caiu ao chão. Deu um passo para trás, e envolveu-lhe os seios com às mãos, abaixando-se para beijá-los.
Novas sensações percorreram Vanessa; como se seu corpo tivesse vontade própria.
Os temores dissiparam-se. Ela fechou os olhos. Ele mordiscou-lhe o mamilo, e Vanessa apoiou-se em seus ombros.
Queria amá-lo, conhecê-lo intimamente. E tê-lo consigo para sempre.
Zac ajoelhou-se diante dela e despiu-lhe a meia-calça e a calcinha, beijando-lhe a pele nua, acariciando-lhe as coxas e o bumbum.
Devorando-a com os olhos, ele levantou-se. Os braços em volta dela. Vanessa mal recobrava o fôlego, e ele tornava a beijá-la.
Era glorioso estar no abrigo daqueles braços fortes, como se fosse vital para ele.
Então, enfiou as mãos por baixo da camiseta dele, acariciando-lhe o peito.
Zac livrou-se da camiseta, desafivelou o cinto e despiu a calça. Vanessa admirou-lhe as formas perfeitas, deslizando os dedos através de todo seu corpo até chegar à sua masculinidade.
Ele despiu a cueca, e ela acariciou-lhe o membro rígido, pulsante, ouvindo-o ofegar à medida que o acariciava.
Vanessa sentiu um forte rubor permear-lhe as faces, contudo o desejo de tê-lo a consumia.
Ansiava por recuperar o tempo perdido.
O corpo de Zac parecia de bronze.
Os músculos bem definidos.
Vanessa o amava, mas não diria nada enquanto ele não se pronunciasse. Não queria prendê-lo contra a vontade.
Ela o cobriu de beijos, explorando-lhe o corpo todo com as mãos.
Familiarizando-se com cada curva, músculo e dobra.
Então, ajoelhou-se diante dele, e ousou carícias nunca pensadas por ela.
Entorpecido, Zac abandonou-se àquele carinho, sentindo que ia explodir. Vanessa era direta no amor como nas outras áreas de sua vida.
Estava levando-o a um paraíso, ele sentia perder o autocontrole.
Gemendo, ele enterrou os dedos nos cabelos dela.
Queria atirá-la ao chão e consumar de vez toda aquela paixão.
Entretanto, sabia que precisava lhe dar mais tempo.
Sob o ardente desejo, permanecia atônito.
Teria para sempre na lembrança, Vanessa de minissaia vermelha e colete.
Sabia que ela seria capaz de parar o tráfego na rua mais movimentada de Dallas, todavia, ela própria não se considerava bonita ou desejável.
Chegando a seu limite, Zac abraçou-a e a apertou contra si, sentindo-lhe a pele macia e quente.
Vanessa sentia uma dor percorrer-lhe o corpo todo, algo que jamais sentira.
Uma urgência.
Deveria alertá-lo de que era virgem? Será que ele ficaria decepcionado?
Ele a ergueu nos braços e a levou para a cama, pousando-a sobre os frios lençóis de algodão azul-marinho.
— Quero você — ele disse com uma voz grave, e abaixou-se para beijá-la.
A língua invadindo a boca de Vanessa em um ritmo que fazia alusão à união de seus corpos.
Zac acariciou-lhe o corpo, e ela arqueou-se contra ele, correspondendo aos beijos.
Os olhos de Vanessa brilhavam.
Então, ele acariciou sua parte mais íntima, deixando-a alucinada.
Vanessa entregou-se em completo abandono, e percebeu que ele ora tinha a língua, onde antes estavam os dedos.
Ela também chegara ao limite.
— Zac!
— Eu quero você — ele sussurrou. — Quero estas suas pernas longas em volta de mim.
Vanessa não conseguiu responder. A necessidade de seu corpo era intensa demais.
Ela gritou quando atingiu o clímax, e assim aumentou ainda mais seu desejo.
Impetuosamente, ela puxou Zac por cima.
— Agora, Zac — ela balbuciou, e ele respirou fundo, trançando os dedos nos cabelos de Vanessa.
Repentinamente, ele se levantou e ficou de joelhos.
— Nessa, você está tomando a pílula?
— Não, não uso contraceptivo algum.
Ele esticou o braço e abriu a gaveta do criado-mudo.
Tirou um pacotinho e o rasgou.
Tirou o conteúdo e com a ajuda de Vanessa, vestiu-o.
Empurrou-a na cama e posicionou-se entre suas coxas.
Zac encontrava-se sobre ela, viril, excitado e incrivelmente lindo.
Vanessa esperara muito por aquele momento.
Ele moveu-se sobre ela, beijando-a com fervor.
Ela queria envolvê-lo por inteiro com seu amor.
Seus corpos se uniram em um só, e Vanessa fechou os olhos.
A sensação, indescritível. Os seios inchados, o corpo todo pedindo mais.
— Zac, por favor... — ela balbuciou.
— Por favor? — ele perguntou, e Vanessa abriu os olhos.
— Quero ouvi-la pedir — ele disse.
— Eu quero você.
Zac sentiu o coração disparado, o corpo coberto de suor.
Lutara para manter o controle. Ela se movimentava sensualmente, exigindo que ele a possuísse por completo.
Surpreendeu-se ao perceber que Vanessa ainda era virgem..
Olhou para seu rosto e a viu morder o lábio, suor na testa, os olhos fechados. Mas, quando Zac se deteve, ela abriu os olhos.
— Nessa... — Ele não sabia o que falar. Beijou-a, procurando abafar o desconforto. Agiu sem pressa, buscando dar-lhe o máximo prazer. Ela arqueou o corpo e apertou-lhe os quadris.
As pernas em volta dele. E, Zac soube que chegara o momento.
Enfim, ele a possuiu, abafando os gritos de Vanessa com seus beijos.
Os dois movendo-se como um só.
Sensações inundaram Vanessa, e seu mundo, naquele momento, era apenas estar nos braços fortes do seu amor. Não podia ouvir nem pensar, tudo era pura magia.
Ao longe ouviu um grito, e, então se deu conta de que era seu.
Zac era todo seu, e ela era dele.
A dor momentânea transformou-se em êxtase, e Vanessa foi levada ao limiar extremo.
— Nessa! — Zac gritou. Seu corpo forte tremeu com o êxtase.
Vanessa comprimiu-o com braços e pernas e foi levada novamente ao limite.
Ofegante, ela foi sentindo o corpo voltar ao normal.
Acariciou as costas de Zac, sabendo que, independente do futuro, teria sempre aquela noite como uma lembrança.
Virou-se e viu que ele a observava.
Então, Zac inclinou-se e a beijou com o mesmo fervor de antes do amor.
Ela afastou-se e passou o dedo através do rosto dele, afastando os cabelos em desalinho.
Zac estava suado e a contemplava com um olhar terno e meigo, que a derreteu toda.
— Eu a machuquei?
— Que acha? Pareço estar com dor?
— Não sei. — Ele beijou-lhe o pescoço. — Foi especial, Nessa.
Ela não tinha certeza se ouvira corretamente, mas não importava.
Preferiu concentrar-se nos beijos. Ele apertou os braços em torno dela, e Vanessa surpreendeu-se por Zac estar novamente excitado.
— Você não tem ideia de quanto me excita — ele disse com uma voz tranquila. — Não durmo há semanas pensando em você. E, esta noite não quero dormir. Não enquanto me desejar.
Vanessa não esperava aquela declaração. Achou que ele fosse perder o interesse depois de terem feito amor. Em vez disso, Zac parecia mais faminto do que antes.
— Poderia tê-la agora mesmo outra vez — ele disse, a voz grave. — Mas... — Ele afastou-se e levantou-se da cama. Ergueu-a em seus braços e a levou para o banheiro.
— Vamos tomar uma chuveirada e começar tudo outra vez. E desta vez, vou ser capaz de ir mais devagar. Vou amá-la até que desmaie.
— Quase desmaiei.
— Esta vez será especial para você — ele disse, abrindo o chuveiro e entrando sob o jato morno. — Deixe que eu me preocupe com suas necessidades e a mantenha protegida.
Saiu do chuveiro e fechou a porta do boxe. Instantes depois, ele estava de volta. Magnífico em sua nudez. Vanessa não sabia se devia envergonhar-se.
Mas não, ele estava à vontade, a intimidade compartilhada era natural.
— Zac — ela sussurrou, e passou as mãos molhadas pelo corpo dele.
Ele entrou sob o chuveiro e começaram a se amar novamente.
Já amanhecera quando Vanessa permitiu-se um cochilo. Ao abrir os olhos, Zac a observava.
— Bom dia.
— Você não dorme nunca?
— Não esta noite. — Ele brincou com um dos cachos de Vanessa. — Você não quer se mudar para meu quarto, Nessa?
Ela o contemplou em silêncio. Queria mais do que aquilo. Queria seu amor. Se partilhassem do mesmo quarto, sofreria mais quando acabasse? Ou haveria uma chance de ficarem mais próximos?
— Eu não planejei desse jeito, Zac. Você comprou aquele traje, eu o vesti, mas não pensei nas consequências.
— Eu a quero aqui comigo — ele disse, solene. Enquanto pensava nos prazeres da noite, admirava-lhe o rosto. Os olhos azuis, os cílios longos, emoldurados por cabelos lisos e acobreados. Ele aguardava uma resposta pacientemente.
Apesar de terem feito amor, e de ele ter gritado seu nome, Vanessa não estava certa se ele a amava.
Contudo, aquilo não significava que não pudesse se apaixonar por ela. Vanessa passou a mão no rosto dele e sentiu a barba que começava a despontar.
— Você não tem pelos no peito, mas faz a barba todo dia.
— É minha mistura genética. Tenho sangue de branco e de índio em minhas veias. Mas não mude de assunto. Eu a quero em minha cama. Foi tão maravilhoso, Nessa. Sinto-me vivo depois de muito tempo.
Ela o abraçou, e ele correspondeu. Vanessa podia ouvir seus corações batendo em uníssono. Será que um dia ele a amaria? Ou estaria ela correndo atrás de uma fantasia? Contudo, a noite fora bem real, e também especial para ele.
— Vou trazer minhas coisas hoje — ela respondeu. E beijaram-se.
Vanessa tornou a dormir, e, mais tarde quando acordou, ele havia sumido.
Preocupada com Aurora, ela saiu da cama e olhou o relógio. Sete e trinta. Levantou-se, enrolou-se no lençol e saiu apressada do quarto. Ana, a empregada, só vinha na parte da tarde, e Zac já devia ter saído para o trabalho. Só podia haver uma explicação para tamanho silêncio: Aurora dormira até mais tarde. O que era raro.
Correu até o quarto da pequena, mas estava vazio. Aflita, saiu correndo pelo corredor chamando-a.
— Aurora!
— Aqui, Nessa — ouviu a voz masculina. Ela entrou na cozinha e encontrou Zac alimentando Aurora. A menina tinha mingau de aveia no rosto e nas mãos. Imediatamente, sorriu para Vanessa.
— Mama! — Ela estendeu as mãos imundas.
— Nem pensar, doçura — Vanessa disse, e olhou para Zac que apreciava sua roupa de lençol.
Ele já estava vestido de calça jeans e camiseta. Lindo como sempre.
— Ela foi uma boa menina e dormiu até tarde. Não queríamos acordar você.
Vanessa mal podia ouvi-lo. Pensava nos momentos que haviam partilhado na noite passada. Notou que o cômodo ficara silencioso, exceto pelos grunhidos de Aurora.
Zac apertou os olhos e respirou fundo.
— Nessa...
Ela ouviu a voz grave, viu a urgência naqueles olhos azuis, mas tinha consciência de que precisavam voltará rotina.
— Vou me vestir — ela disse, e saiu pelo corredor.
Ela fechou a porta de seu quarto e encostou-se nela. Ela o queria mais que tudo.
Devia ser o contrário, ela pensou. Todavia, uma olhada naquele corpo forte e viril despertaram-lhe o desejo.
Precisava da segurança e do calor daqueles braços fortes a envolvê-la.
Chocada com os últimos eventos e as mudanças consequentes, olhou-se no espelho.
Era a mesma de sempre, mas ao mesmo tempo, era outra pessoa.
Estava perdidamente apaixonada por um homem que talvez não pudesse corresponder-lhe o sentimento. Ligada irremediavelmente a Zac e à Aurora. Não saberia mais viver sem os dois. E naquela manhã era toda mulher, feminina e desejável... por causa de Zac.
Nem todas as incertezas estavam para trás. A viagem para Chicago ainda representava uma nuvem escura no horizonte. Estaria fora de seu meio, e talvez Zac se decepcionasse. Vanessa ergueu os longos cabelos.
Precisava ir com urgência ao salão de beleza, e também ao médico, obter uma receita de pílulas anticoncepcionais.
Faltavam alguns dias para a viagem, e resolveu não se preocupar naquele dia que lhe era especial. Preferia brincar com Aurora e lembrar os detalhes da noite mais importante de sua vida.
Mais tarde, Zac sufocou-a de beijos na porta da cozinha, antes de ir trabalhar.
— Se não tivéssemos Aurora, eu nem iria trabalhar.
— Mas temos, e precisa ir.
— Voltarei quanto antes. E, estarei pensando em você a cada minuto.
— É melhor prestar atenção no serviço ou pode acabar levando um coice.
Ele não riu, olhando-a fixamente.
— Foi muito bom, Nessa.
O reconhecimento dele era um passo a mais para chegarem a uma relação perfeita.
— Também adorei — ela disse, torcendo para que ele abrisse o coração de uma vez.
Ele virou-se, e a passos largos seguiu em direção a caminhonete estacionada junto ao celeiro.
As três semanas seguintes foram idílicas.
Mas, à medida que se aproximava o dia da viagem a Chicago, Vanessa preocupava-se. Um dia antes de partirem em viagem, o resultado do exame de admissão chegou.
Naquela noite, depois de fazerem amor, Vanessa comunicou a Zac que havia sido aprovada.
— Que bom. Assim não tem mais que se preocupar com isto.
Vanessa o encarou, desejando que ele lhe pedisse para desistir dos estudos e que ficasse com ele para sempre.
Em vez disso, ele a beijou com paixão, fazendo-a esquecer-se de tudo.
No dia seguinte, partiram para Chicago. Aflita, Vanessa viu o aeroporto DFW tornar-se minúsculo à medida que o jato ganhava os ares. Estava com um novo corte de cabelo, na altura dos ombros. Zac elogiou no momento em que a viu, mas depois admitiu que a preferia de cabelos compridos.
Estava levando duas malas cheias de roupas novas, e Zac apertava-lhe a mão, mas, mesmo assim, não podia deixar de tremer. Tivera más experiências no passado no convívio social, e temia ter de enfrentar a alta sociedade de Chicago.
Aterrissaram no aeroporto de Chicago, onde Starla os aguardava. Vanessa esqueceu toda apreensão. Pedira a Starla que lhe marcasse hora no salão de beleza, e esta acertara tudo para o dia seguinte. Na primeira noite, jantaram em casa com Tom e Starla.
As dez, Zac pediu licença e retiraram-se para o quarto.
— Viu, eu não disse que não seria problema dividirmos o mesmo quarto? — ele indagou em uma voz grave, enquanto abria os botões do vestido de Vanessa.
Diante daqueles olhos azuis cheios de paixão, Vanessa recusou-se a responder. Envolveu-o em seus braços e o beijou.
Ele correspondeu, e logo o vestido estava jogado em um canto. Zac a pegou no colo e a levou até a cama imensa.
Bem mais tarde, Vanessa encontrava-se adormecida, e ele alisava-lhe os cabelos. Sentia-se um homem de sorte; sua vida estava entrando no eixo.
A agonia e mágoa da perda agora não passavam de uma lembrança. Estava vivo e feliz ao lado de vanessa. Apaixonado por aquela mulher incrível que se tornara muito especial para ele. Queria que ela ficasse para sempre a seu lado no rancho, mas ela teria de decidir sozinha. Jamais a obrigaria a ficar contra vontade.
Acariciou-lhe os cabelos, agora mais curtos, entendendo que ela os cortara pensando em se encaixar melhor no mundo de sua mãe. Estaria ela disposta a ficar no rancho? Ou ele perderia outro grande amor?
Algumas semanas antes, ela lhe perguntara se a amava, e ele não respondera. Agora podia dar esta resposta com sinceridade. Do fundo do coração.
No momento oportuno, pretendia dizê-lo. Até pensou em acordá-la.
Devia ter-lhe dito naquela noite, mas as palavras lhe fugiram quando se abraçaram.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas...
Aqui está mais um capítulo :D
Que toquem os sinos... ALELUIAAA!!
Comentem ai o que acharam....
Beijos e até qlqr momento!!

sábado, dezembro 12, 2015

CAPÍTULO XXI

Sem controle sobre o próprio corpo, ela arqueou os quadris. Não tinha experiência alguma de como fazer amor, e gostaria de aprender tudo. Queria saber como seria com Zac. Tocá-lo, senti-lo, e guardar o momento na memória.
Abriu a camisa de Zac e afagou-lhe o peito magnífico.
Ele a acariciava, os dedos por baixo do fino tecido da calcinha. Vanessa deixou escapar um gemido agudo, contorcendo-se contra a pressão que a consumia. Então, soube que passara dos limites da paixão. Entregava uma parte do coração com cada beijo.
— Zac! — Ela desvencilhou-se dele e abaixou o vestido. De pé, afastou-se, tentando recuperar o fôlego. Queria muito que ele fosse até o fim, mas não estava disposta a sofrer depois. Ele lhe partiria o coração.
— Não posso assumir um relacionamento inconsequente.
— É tarde. Estamos casados.
— Mas nosso casamento não é de verdade, e também não vai durar.
Zac a encarou, enquanto ela esperava ouvir dele uma declaração de amor.
— Eu a quero muito — ele disse, resoluto.
— Não é o bastante. Há muita coisa envolvida. Se eu assumir um compromisso, terá de ser para sempre.
Em luta com a vontade de abraçá-la e seduzi-la, para destruir todos argumentos possíveis, Zac a estudou. Vanessa não queria viver para sempre no rancho.
Como Reese. Estava estudando para entrar na faculdade, preparando-se para deixá-lo.
Atormentado, ele levantou-se e saiu na varanda. Observou os relâmpagos distantes e as nuvens carregadas no horizonte. Sentiu no rosto a brisa quente, o cheiro da chuva iminente.
— Zac?
Vanessa juntou-se a ele.
— Respeitarei sua vontade, Nessa, mas, às vezes, sei que vou perder o controle.
Ela não encontrou uma resposta. Concentrou-se nos relâmpagos.
A brisa transformou-se em vento. A tempestade estava próxima, porém nem tanto quanto o torvelinho em seu interior.
Desfrutava da companhia dele, e já bastava. Se ao menos ele pudesse deixar as lembranças do passado para trás. Se pudesse amá-la... Não devia alimentar falsas expectativas.
— Vamos entrar, quero que leia a carta de minha mãe — ele disse.
Voltaram à casa. Zac lhe entregou a carta e estirou-se no sofá. Vanessa levantou a cabeça, os olhos apertados.
— Não podemos fazer isso! — Ela acenou a carta na direção dele.
— O quê? — ele perguntou, embora já pudesse imaginar.
— ...Reformamos os quartos de hóspedes. — Vanessa leu em seguida um outro trecho da carta para ele —...o grande fica para você e Vanessa. O menor recebeu um berço para Aurora. — Vanessa abaixou a carta. — Não podemos dividir o mesmo quarto.
Ele ergueu as mãos.
— Sinto muito, mas precisamos ou teremos muito que explicar. Minha mãe ficaria tão magoada quanto sua avó, se soubesse a verdade sobre nosso casamento.
— Não podemos dormir na mesma cama.
Ele levantou-se, atravessou a sala, e tirou-lhe a carta das mãos.
Abraçou Vanessa pelas costas, mas ela o repeliu. Virou-se e o fulminou com o olhar.
— Nem tente me dobrar, Zachary Efron! Nem seus beijos vão me convencer a dormir na mesma cama que você!
— É mesmo? E, se eu prometer ficar do meu lado sem invadir o seu espaço, que mal haveria?
— Não — ela gritou. — Sabe bem como sou suscetível a você...
— Não, eu não sabia — ele disse. — Sempre está me dizendo não.
— Devia ser mais ligeira! Olhe para mim! — Ela acenou para o vestido amarrotado.
— Estou vendo, e adorando — ele disse. Gostaria de despi-la, e deslizar as mãos por sua pele macia.
Qual seria a extensão do querer de Vanessa para ele? Será que conseguiria fazê-la mudar de ideia e desistir de cursar a faculdade e de deixar o rancho? A ideia o deixou intrigado. E se ela ficasse com ele e Aurora? Só havia um jeito de descobrir as respostas.
— Nessa, gostaria de tornar nosso casamento de verdade e esquecer a faculdade? — ele perguntou, e prendeu a respiração.
Vanessa apertou os olhos, e respirou fundo. Zac pode ouvir o tique-taque do relógio carrilhão de seu avô.
— Você me ama? — ela perguntou.
Surpreso, Zac foi sincero.
— Eu gosto muito de você.
— Não foi o que perguntei. E não minta para mim.
— Não vou mentir. — Ele pensou na dimensão de seus sentimentos por Vanessa.
Sabia que a cada instante, estavam mais próximos, e que poderia pôr tudo a perder.
Contudo, ainda não sabia o que responder.
— Nessa, há menos de um ano perdi Reese. Estou passando por uma fase de transformação. Você está se tornando muito importante para mim.
Vanessa teve sua resposta, e afastou-se dele.
— Voltemos ao problema do quarto.
— Nessa, talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos.
Ela mordeu o lábio e sacudiu a cabeça.
— Ou apenas um de nós pode se apaixonar, e o outro será muito magoado.
— Desde quando parou de se arriscar? — ele perguntou, tranquilo. Buscava em seu interior entender o que sentia além da urgência de tê-la. Estaria ele se apaixonando por Vanessa? A ideia o chocou. Um mês antes, teria sido impossível dizer-se envolvido com outra mulher.
— Zac, preciso refletir mais a respeito. E, você também.
Ele concordou com um gesto de cabeça. O pensamento em um hipotético casamento de verdade. Ela teria que decidir. Ele não obrigaria outra mulher a ficar no rancho. Lembrou-se de Reese. Da dor e sofrimento resultante da perda. Vanessa estava certa. Não deviam se precipitar.
Olhou para Vanessa, passado e futuro combinados em sua mente.
— Precisamos resolver primeiro o problema da visita à minha mãe. Dormir na mesma cama não será um problema. Certamente, ela comprou uma cama de casal enorme e haverá um oceano entre nós.
— Ainda não sei como me portar em um evento social, não tenho roupas apropriadas, e não vou dividir a cama com você.
— Claro que sabe se portar em uma festa, e compraremos vestidos novos antes da viagem. Nessa, a avó de Aurora quer ver a neta. Dormirei no chão, se precisar.
Entreolharam-se. Havia tensão no ar, mas Zac estava mais preocupado com a conversa anterior. Que teria Vanessa feito se ele tivesse dito que a amava? Qual era a extensão de seus sentimentos?
Ela jogou as mãos para o alto e dirigiu-se à porta.
— Está bem. Iremos. Vou escrever à sua mãe agradecendo o convite. Boa noite, Zac. — Ela desapareceu através da porta. Vanessa parecia estar aborrecida com a viagem, mas será que havia uma chance de estar se apaixonando por ele? Esfregou a nuca, apagou as luzes e saiu na varanda.
O resto da semana, Vanessa dividiu-se entre os cuidados com Aurora e a conversa com Zac. Perdera noites de sono remoendo as palavras dele.
"Talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos." O coração palpitava toda vez que pensava naquela sugestão de Zac. Queria atirar longe os livros de direito e dizer-lhe quanto desejava um casamento de verdade. Contudo, ainda era cedo demais.
Apenas alguns meses atrás, ele lhe contara das investidas das babás, e de como jamais seria capaz de amar. Ele devia estar confundindo atração física com amor.
"Você está se tornando muito importante para mim".
Quão importante? Não achava que Zac estivesse pronto para assumir outro compromisso. Muitas vezes o encontrara com lágrimas nos olhos pelos cantos da casa.
Ele ainda sofria com a perda de Reese.
E ela não queria sofrer. Podiam estar vivendo juntos, e então descobrir que a atração entre eles era meramente física.
Deitou-se na cama, e desfrutou do luar. Era melhor concentrar-se nos estudos antes que Zac lhe partisse o coração.
Naquela segunda-feira, Vanessa dirigiu até Austin e prestou o exame. À noite, no jantar, Zac, com uma postura solene, perguntou-lhe do teste, e depois não comentaram mais o assunto, apesar de terem ficado conversando o resto da noite.
Na sexta-feira à tarde, duas semanas mais depois, Vanessa ouviu o barulho de um caminhão à porta de casa. Olhou pela janela e viu o carteiro, Virgil Grant, no volante. Ele estacionou, e desceu para com uma porção de caixas.
— Oi, Virgil — ela disse, abrindo a porta com Aurora nos braços.
— Oi, Nessa. Olá, pequenina — ele disse, e sorriu para Aurora. — Estas caixas chegaram de Dallas. São para você, Vanessa. E tem mais no caminhão.
— Que é tudo isso? — ela perguntou, vendo seu nome no recibo.
— Coisas para você. A chuva foi boa, né?
— Sim — ela respondeu, admirada com o grande número de caixas.
— Hoje está abafado como na selva, mas não me importo. Prefiro a chuva. Este é o verão mais seco de todos os tempos — Virgil disse. — Assine aqui. Como Aurora cresceu!
— Ela muda a cada semana — Vanessa disse, e devolveu-lhe o canhoto do recibo.
— Obrigado. Cumprimente Zac por mim.
Vanessa fechou a porta e colocou Elizabeth no chão.
— Que será tudo isso? — ela indagou-se, olhando as caixas e lendo o nome das lojas. Abriu a primeira, e tirou um vestido preto.
— Meu Deus! Aurora, seu pai não sabe fazer nada de modo simples.
Abriu mais duas das caixas, e então as fechou cuidadosamente. Deixou todas empilhadas onde estavam e levou a pequena para tirar um cochilo em seu quarto.
Mais tarde, Vanessa viu Zac cruzar o pátio vindo do celeiro. Mesmo de jeans surrado e camiseta, ele era lindo. Um homem confiante e cheio de vitalidade. Sabia que seus comentários sobre a extravagância dos vestidos seriam inúteis. Contudo, esperou por ele na porta da cozinha.
— Oi, Nessa. Como foi seu dia? — ele perguntou, e pendurou o chapéu. — Está quente aqui fora. Mais do que antes da chuva.
— Zac, entregaram os vestidos.
Ele foi até a geladeira e apanhou uma cerveja.
— Oh, sim. Devolva o que não gostou. Pode ficar com todos.
— Zac, são doze.
Ele virou-se para encará-la.
— Parece aborrecida. Podemos comprar mais.
Ela jogou as mãos para cima.
— Eu não preciso de doze vestidos! Basta um.
— Ok, depois que Aurora for dormir, prove-os, e eu escolherei um ou dois.
— Eu farei a escolha.
— Não. Eu sei como são as festas de minha mãe. Eu a ajudarei a escolher alguns.
Constrangida, Vanessa começou a cortar alface para a salada. Perdera outra discussão para ele. Mas, Zac parecia ter razão. Só não estava confortável com a ideia de ter de desfilar para ele.
— Está com raiva do alface? — ele perguntou por trás do ombro de Vanessa. O hálito dele era de cerveja, e ele cheirava à poeira e suor, ainda assim, deixava-a a arrepiada. Podia sentir o calor intenso que experimentava toda vez que ficavam tão próximos.
— É que parece-me um exagero...
— Podemos devolver alguns — ele disse. — Vou tomar uma chuveirada. Quer esfregar minhas costas?
Atônita, ela olhou para cima.
Ele sorriu e piscou.
— Ficou surpresa? — Ele virou-se e deixou a cozinha.
Vanessa ficou com a imagem dele nu, no chuveiro.
Voltou a atenção à salada. Zac estava mesmo diferente. Mais descontraído, brincalhão. Não demonstrava mais a amargura e tristeza de antes. E tornara-se ainda mais irresistível.
Ainda assim, fora incapaz de responder se a amava. "Gosto muito." Certamente, a resposta era negativa.
No pouco de tempo de casados, o relacionamento dos dois evoluíra bastante. Será que continuaria assim? E, Zac amaria novamente?
Quantas vezes faria aquela mesma pergunta, ela pensou. Mais, tarde, olhou para o pátio e concluiu que sim, Zac amaria.
Era atraente, jovem e viril demais para ficar sozinho. Podia imaginá-lo com uma mulher sofisticada e atraente. Como a primeira esposa.
Vanessa enxugou as mãos e verificou a galinha assada, afastando o pensamento de seus sentimentos.
Depois que Aurora adormeceu, Vanessa foi para o quarto e abriu uma das caixas. Retirou um vestido de crepe preto. Contrafeita, foi à saleta desfilá-lo para Zac.
Descalça e com os cabelos presos em uma trança.
— Zac, por que não me diz logo o tipo de vestido que devo usar? Este aqui é muito curto.
A expressão dele foi solene.
— Faça minha vontade. Só desta vez. Quando estiver em Chicago, vai me agradecer por ter mais de um vestido.
Vanessa suspirou e fechou os olhos.
— Vou envergonhá-lo.
— Nunca — ele disse. Zac aproximou-se e deslizou os dedos pelo contorno dos quadris de Vanessa. — Está deslumbrante. E o vestido não é curto. Fique com ele. Agora, mostre-me outro. Estarei no meu quarto. Assim não terá de andar tanto.
— Por que não entrou na minha vida antes? — ela perguntou e correu para o quarto antes que ele pudesse responder. "Deslumbrante!" Ele a achava bonita. Fechou a porta do quarto e olhou-se no espelho. Se Zac havia gostado, ficaria com o vestido.
Abriu mais uma caixa e tirou um modelo em crepe vermelho com debrum em veludo preto. Vestiu-o e foi até o quarto de Zac. A porta estava aberta, a luz acesa. Ele encontrava-se diante da escrivaninha, ocupado com a contabilidade do rancho.
— Que acha desse?
Ele abaixou a caneta e virou-se, estudando-a dos pés a cabeça.
— Perfeito — ele disse. — Fique com este também.
— Zac, não encontrei as etiquetas com os preços.
— Pedi que tirassem. Não se preocupe, podemos pagá-los. Fique com todos.
— Talvez, você possa pagá-los, mas eu não!
— Certamente que não vai pagá-los. É um presente.
— Não devia...
Ele levantou-se. Atravessou o cômodo e colocou as mãos nos ombros de Vanessa.
— É uma mulher maravilhosa. Cavalgamos o dia todo juntos, cuidamos dos negócios e nunca discutimos. Mas no âmbito pessoal, é sempre guerra.
— E você, o vitorioso.
— Você gasta pouco, e antes de ficar com Aurora, cuidava junto comigo do rebanho. Se preferir, considere os vestidos como um justo pagamento pelos seus serviços.
— Talvez você devesse estudar direito no meu lugar. — Ela encolheu os ombros e foi provar outro vestido.
De caixa em caixa, Vanessa foi descobrindo sua feminilidade. Desfilou mais dois modelos em preto, azul marinho, amarelo e até um conjunto de saia e blusa em linho bege. Mas, ao abrir a última caixa, havia uma surpresa.
— Zachary Efron, desta vez você extrapolou! — ela gritou, olhando para a minissaia e colete de couro vermelho. Olhou para os outros vestidos, espalhados sobre a cama e pensou em Zac.
"Talvez se tentássemos fazer deste um casamento de verdade, nós dois nos apaixonássemos". "Você está se tornando muito importante para mim". "Desde quando parou de se arriscar?"
As palavras a atormentaram. Como se ele não parasse de sussurrá-las em seu ouvido. No amor, Vanessa era mesmo inexperiente e vulnerável. Mas, e se Zac tivesse razão? Deveria correr o risco? Quantas vezes na vida já se arriscara? Perdera a conta. Todavia, no amor, jamais fora arrojada.
Com vinte e seis anos, nunca havia se entregado ao amor, nem a homem algum. E seu marido estava bem ali, no final do corredor. Mudara de atitude e dizia gostar muito dela. Que tinha a perder?
Vanessa olhou para a minissaia de couro e encheu-se de coragem.
Podia sentir o coração palpitando no peito. Aquele traje não seria de sua escolha, mas Zac o escolhera para ela. Podia pelo menos prová-lo.
Impulsivamente, Vanessa pegou as duas peças e ficou diante do espelho.
Colocou a saia na frente e ergueu o queixo. Decidida, atirou as peças na cama e começou a desfazer a trança.
— Está bem, Zac, você quis assim.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas...como vocês pediram, resolvi postar mais um hj
Aqui está mais um capítulo :D
E agora? O que será que a Vanessa fará?? Curiosas??
Comentem ai o que acharam....
Quero aproveitar para convidar vocês para a acompanharem a maratona
especial do aniversário da nossa diva amanhã (13) terá a segunda parte lá no face e no twitter.
Aah e segunda tem um super especial pra ela lá tbm... Espero vcs lá ok!?
Beijos e até qlqr momento!!

CAPÍTULO XX

— Ela perguntou o que você achava. Para ela, se você estiver de acordo, está tudo bem. Está tão feliz por eu estar casada. Vovó nunca quis que eu trabalhasse com papai.
Zac não resistiu à tentação de se aproximar, e ficar perto dela.
— Então talvez não fique decepcionada se decidir vender o rancho.
— Engana-se. Contanto que o rancho fique na família e eu, com você, ela será feliz.
— Eu também, Nessa.
Vanessa respirou fundo.
— Zac, está perto demais. Servirei o jantar assim que Aurora acordar.
— Você me faz querer ficar perto...
Ouviu-se um grito vindo do corredor, e Vanessa passou por ele apressada.
— Vou buscar Aurora.
Zac apreciou-lhe o movimento dos quadris e repreendeu-se.
Depois do jantar, levaram Aurora para passear ao ar livre. Zac resolveu colocar um balanço em um galho de árvore, enquanto Vanessa e sua filha brincavam sobre a relva.
Ele subiu com facilidade na árvore e prendeu as correntes, protegendo-as no galho com coberturas de borracha. Depois, desceu ao solo com desenvoltura.
— Ma... — Aurora disse, e estendeu os braços para Vanessa. Surpresa por Aurora tê-la chamado pelo nome, Vanessa abaixou-se para apanhá-la.
— Nessa, Aurora, Nessa — ela ensinou.
— Talvez tenha de se contentar com "Ma" — Zac disse.
— Não sou a mãe dela, e não quero que se aborreça por ela me chamar assim.
— Não me aborrece nem um pouco. Em breve, ela a estará chamando de "Mama". É pequena demais para lembrar-se de Reese — ele disse com uma voz triste. — Quando crescer, eu lhe falarei da mãe. Por enquanto, é muito pequena para entender.
— Não sei. Ela é muito inteligente.
— Você acha?
— Sim — ela disse, e olhou para Aurora, que desamarrava-lhe a fita da trança. — Você vem? — Vanessa perguntou a Zac, enquanto seguia com Aurora para o celeiro.
— Claro. Termino o balanço mais tarde. — Ele sentia-se satisfeito. As duas se davam muito bem. Brincavam juntas, e a cada dia a afinidade entra elas crescia.
Será que Vanessa tinha consciência daquilo?
Ele atravessou o pátio a fim de alcançá-las, e não pode deixar de admirar o balanço dos quadris de Vanessa. "Deixe-a em paz", ele repreendeu-se. "Ela só está de passagem."
Zac tentou. Nas últimas duas semanas de maio, fizera de tudo para ficar longe de Vanessa. Não cavalgavam mais porque ela precisava cuidar de Aurora. Sentia saudade de sua companhia, e procurava se convencer de que seria por pouco tempo, até encontrarem outra babá. Quando estavam próximos, ele esforçava-se para manter as mãos ocupadas. Mas não podia deixar de ansiar pela noite, hora em que brincavam juntos com Aurora, colocavam-na na cama, e depois tinham momentos de sossego para conversar.
A separação só fez aumentar a vontade de tê-la sempre por perto. Para seu desgosto, pensava em Vanessa cada vez mais.
Em uma tarde quente do final de junho, Zac cavalgava com Dave a seu lado, e não pode deixar de perceber o olhar curioso do outro.
— Algo errado? — Zac perguntou.
— Talvez eu devesse perguntar ao senhor, patrão. Eu o conheço há muito tempo. Alguma coisa o está incomodando?
— Não. Está tudo bem.
— Fiz-lhe algumas perguntas e não obtive resposta.
Zac rangeu os dentes.
— Desculpe-me. Estava pensando em Aurora. Tenho passado as noites acordado. Acho que nasceu um novo dentinho. — Estava mentindo para Dave, mas como explicar que passava horas acordado porque queria a própria esposa?
— Como está a senhora?
 — Bem.
— Sinto falta dela aqui no campo conosco. É um homem de sorte.
— Eu sei. — Chegaram ao curral e desmontaram, cada um cuidando de seu animal em silêncio. Zac guardou o animal e despediu-se de Dave.
— Até mais, Dave.
—Até. Espero que consiga dormir esta noite. E espero que a pequenina tenha um lindo dente novo.
— Obrigado.
Zac atravessou o pátio, ergueu o chapéu e enxugou o suor da testa. A temperatura devia estar além dos trinta graus. Queria um banho frio, uma cerveja gelada e um descanso tranquilo ao lado de Vanessa. Afastou os pensamentos da noite em que acariciara-lhe os seios. A pele macia, as curvas. Sentiu tremores.
O interior da casa estava fresco e calmo. Ana não estava em parte alguma, mas o aroma que vinha da cozinha era divino. Pendurou o chapéu e foi até a geladeira. Uma tigela com frutas frescas e uma travessa de salada de galinha pareceram tentadoras. Apanhou uma cerveja e seguiu pelo corredor.
— Nessa! Aurora! Já cheguei!
Ele tomou um longo gole, e sentiu o frescor da cerveja. Tirou o lenço do pescoço, enxugou a testa e arrancou a camisa. Deu uma espiada na saleta, mas não havia ninguém. Onde estavam todos?
Continuou até seu quarto.
— Nessa?
Nenhuma resposta. A curiosidade aumentou até que ouviu risadas. Seguiu os sons e entrou no quarto de Vanessa. O barulho da água e dos gritinhos vinha de Aurora. Espreitou através da porta do banheiro e divertiu-se com o que viu. Vanessa, de short e camiseta amarrada logo abaixo do busto, banhava Aurora. Estava mais molhada que a pequena. E as duas gargalhavam.
Vanessa abaixou-se na beira da banheira enquanto lavava os cabelos da menina, acentuando o formato dos quadris. Zac suspirou.
— Agora, vamos enxaguar estes cabelos. Vai ser fácil, querida. Aqui está seu patinho, quac, quac — Vanessa disse, procurando distraí-la.
Estava terminando quando Aurora percebeu e reclamou.
— Não! — ela gritou, tentando escapar.
— Olhe para ele — Vanessa disse, deslizando o pato através da água. — Ele está procurando a mamãe. Quac, quac.
Aurora riu, e esqueceu por que resmungava. Ela apanhou o pato e bateu na água com força, encharcando Vanessa.
— Mama!
— Ei, você — Vanessa disse, emocionada por ter sido chamada de "Mama".
Aurora sorriu para ela.
— Mama.
— Sim, querida? Você é uma doçura, sabia? Minha doçura, e também do papai. Agora, vamos sair do banho — ela disse, e levantou Aurora da banheira, então enxugou-a.
— Posso entrar? — Zac bateu na porta.
Vanessa ficou agitada e procurou ajeitar os cabelos. Zac se abaixou e arrancou as botas empoeiradas.
— Se a água está fria — ele começou, e tirou as meias. — Eu vou entrar. — Ele despiu a camisa, colocou a cerveja na penteadeira e entrou na banheira.
— Zac! — Vanessa exclamou. — Sua calça!
— Quase me atirei no bebedouro dos cavalos. Está muito quente lá fora — ele disse, e afundou na água, submergiu a cabeça e ressurgiu, sacudindo-a.
— Bem, pode ficar com a banheira. Não precisa de mim — Vanessa disse. Parecia estar com falta de ar, e ele a surpreendeu admirando seu peito.
A água fresca o animou. Ele agarrou o pulso de Vanessa, sentindo-se travesso, curioso por ela ter mudado de tom.
— Venha comigo — ele disse.
Vanessa viu o brilho nos olhos de Zac e tentou se soltar.
— Não seja ridículo.
— Venha, Nessa — ele chamou. — Uma vez na vida, solte-se e faça uma bobagem.
— Não vou entrar na banheira desse jeito! — ela protestou, rindo
Zac levantou-se da banheira, espalhando água por todo lado apanhou Vanessa em seus braços.
— Zachary Efron, ponha-me no chão!
— Claro — ele disse sem convicção, e sentou-se na banheira. — Agora podemos nos refrescar os dois.
— Zachary Efron, olhe para mim! Perdeu o juízo! — Vanessa exclamou.
— Está mais bonita e tentadora que aquele jantar da geladeira — ele comentou, e Vanessa virou-se para encará-lo. Estava em seus braços, dentro da banheira. Prendeu a respiração quando se entreolharam.
O riso dele foi substituído pelo desejo. Ele passou os dedos sobre a camisa, acompanhando as curvas dos seios, e Vanessa respirou fundo. Sentia arrepios onde ele a tocava, ciente dos corpos molhados e colados.
Ela segurou-lhe a mão.
— Zac, não acho que isto seja uma boa ideia.
— Tem razão — ele admitiu, relutante.
Ela se levantou, e a água escorreu.
— Agora vou molhar tudo. E você também.
— Está certo. Eu não devia ter feito isto, mas estou no paraíso. Está muito quente lá fora. Não precisa molhar o quarto. Pode se despir aqui no banheiro. Eu viro o rosto.
Perturbada, Vanessa olhou para ele. Aurora estava contente, brincando com uma cesta. Zac recostou-se, os braços esticados atrás da banheira. Molhado era ainda mais sexy. Ela suspirou e apanhou uma toalha.
— Está bem. Vire-se.
— A contragosto — ele disse, e se virou para a parede.
— Feche os olhos.
Ele obedeceu, e ela pode admirá-lo sem culpa. Por que ele deixava com os joelhos moles? E já não parecia tão melancólico pela perda da primeira esposa. Uma personalidade dinâmica e forte energia, tornando-o ainda mais sedutor. Ele preenchera o vazio de sua vida,e, a cada dia, sentia-se mais atraída. Entretanto, precisava ser cautelosa.
Ela saiu da banheira. Segurando a toalha, virou-se para despir-se.
Zac abriu os olhos. Prometera muitas coisas à Vanessa, mas virar-se e abrir os olhos não podia garantir.
Sem culpa, ele a contemplou, e ficou extasiado. Vanessa estava de costas e despia o short. A calcinha cor-de-rosa colada ao gracioso bumbum, mais atraente e sexy do que ele imaginara. Ela despiu a camisa, e ele percorreu-lhe o dorso com o olhar, a cintura minúscula, a curva dos quadris, e o bumbum redondo. As pernas longas e esguias, lisas e molhadas. A excitação foi instantânea.
Virou-se depressa antes que Vanessa o apanhasse em flagrante, mas o retrato da nudez dela ficaria gravado em sua mente para sempre. Ela era magnífica. Viçosa, macia e sexy. Ele a queria mais do que nunca.
A porta do banheiro fechou-se, e ele tornou a virar-se. Vanessa já se fora, e levara Aurora. Zac submergiu corpo e cabeça.
Ele saiu da banheira e apanhou uma toalha limpa. Tirou a calça e a cueca e enrolou a toalha na cintura. Bateu na porta fechada do banheiro.
— Nessa, posso sair?
— Claro.
Ele abriu a porta. Aurora estava sentada na cadeira de bebê. Vanessa trajava um vestido de verão de algodão, e começara a tecer uma nova trança. Não podia deixar de admirá-la. O vestido era de brim com decote quadrado e alças nos ombros.
— Está linda! — ele exclamou.
Ela corou, então alisou a saia do vestido.
— Não tenho muitos vestidos. Comprei este no final de semana passado, quando fomos à cidade comprar roupas para Aurora.
— Gostei muito. Podia ser mais curto.
Ela franziu a testa.
— É comprido demais?
— Não consigo ver suas pernas direito.
Ela ergueu o rosto, e mordeu o lábio.
— Você me deixou preocupada. Não entendo nada de vestidos.
— Está ótimo. Apenas compre algo mais curto da próxima vez — ele acrescentou, e ela fez uma careta.
Zac beijou Aurora e partiu para tomar uma chuveirada antes do jantar. A imagem de Vanessa nua e molhada agitava-o. Enquanto se vestia, apanhou um retrato de Reese.
— Eu a amo — ele disse. — Encontrei uma boa mulher, Reese. Preciso seguir com minha vida. Ela é muito boa para nossa filha. — Ele recolocou o retrato no lugar. Amaria a Reese sempre; e respeitaria suas lembranças. A perda fora penosa, mas a dor diminuíra, e o motivo era Vanessa. Uma mulher que faria parte de sua vida por pouco tempo.
Olhou em volta, o quarto cheio de retratos de Reese. Mesmo que fosse temporariamente, estava casado com outra. Reuniu os retratos e os guardou no armário. Havia um no quarto de Aurora, mas aquele poderia ficar lá. Era importante a filha conhecer a mãe. Mesmo que só por um retrato.
Mas, Vanessa não tinha de se deparar com Reese por toda parte.
Zac juntou-se à Vanessa e Aurora na sala de jantar, e partilharam de uma refeição tranquila. Relatou à Vanessa as ocorrências do dia, as cercas danificadas, problemas com a bomba de água... Então recostou-se na cadeira e saboreou o chá gelado.
— Já teve alguma resposta do novo anúncio de babá?
Vanessa estava dando cenouras amassadas à Aurora, que também comia sozinha rodelas de banana. Vanessa o olhou diretamente.
— Não coloquei o anúncio.
— Por que não fez o anúncio?
— Gosto do jeito que estamos vivendo — ela respondeu, tranquila, e deu outra colherada de cenoura à Aurora.
Surpreso, ele a encarou, lembrando-se das primeiras vezes em que estiveram juntos e que Vanessa dizia não saber cuidar de crianças. Mesmo assim, assumira a responsabilidade com eficiência. E Aurora aprendera a amá-la. Sentiu-se aflito. Que aconteceria à Aurora quando Vanessa decidisse partir?
— Pensei que não quisesse tomar conta de uma criança — ele disse.
Ela lhe lançou um olhar fulminante antes de se virar para Aurora.
— Você tem uma filha adorável — ela disse, mais para Aurora do que para ele. — Adoro cuidar dela, e pretendo continuar assim.
— E como vai estudar? — ele perguntou, prendendo a respiração.
— Ah, eu tenho estudado enquanto ela dorme à tarde e à noite. Já me inscrevi para o exame de Austin. — Ela fez uma pausa. — Posso pedir à Lúcia que fique com Aurora no dia do exame. É na próxima segunda-feira.
— Tão cedo? — ele espantou-se. — Está planejando desistir de nosso casamento?
— Claro que não. Só quero tirar as preliminares fora do caminho. Posso não passar no teste.
— Claro que vai passar. Eu vi suas notas da faculdade. Tem média 10. — Zac sentiu um nó na garganta, seria terrível se ela partisse. Recostou-se na cadeira e observou-a alimentar Aurora. A imagem de seu dorso nu o assombrava. Ela o encarou.
— No que está pensando?
— Se ficar sempre com Aurora, o que vai acontecer quando partir? Aurora já está bastante apegada a você.
— Pensei nisso, mas mesmo que eu contrate uma babá que ela goste, não existe garantia de que a mesma ficará para sempre. Aurora terá de aprender a se ajustar. Como tudo na vida. Mas, se não quiser que eu fique com ela...
— É evidente que quero que fique! — ele quase gritou, enfático. — Você é a melhor pessoa para ela. Cada dia que passar conosco, seremos afortunados — ele disse, a voz grave.
Ela deu-lhe um sorriso enigmático. Ele a queria. Lutava para não dar a volta na mesa e tomá-la nos braços. Comprometera-se em manter a distância entre eles. Vanessa o havia libertado da dor e da solidão. Podia perceber novamente o mundo a sua volta. Deixara as trevas, e encontrava-se na luz. Aurora e Vanessa preenchiam sua vida, mas a última lhe dava vitalidade.
— Então, está resolvido — ela disse.
Depois do jantar, Zac levou a filha para o pátio. Vanessa arrumou a cozinha, e observou-o da janela. "Cada dia que passar conosco, seremos afortunados". As palavras dele ecoaram em sua mente. Se ao menos ele estivesse falando com a voz do coração, mas sabia que ele ainda mantinha-se arredio a um novo relacionamento. E não seria ela a mulher que o conquistaria.
Mais tarde, depois de Aurora adormecer, sentaram-se na saleta íntima para conversar.
Um trovão distante despertou-lhes a atenção.
— Trovoadas — Zac disse, levantou-se e foi até a janela. Voltou para o sofá e estirou-se. Vanessa estava sentada no chão, organizando um livro de bebê para Aurora.
— Quando tirou este retrato?
Ele rolou do sofá e foi sentar-se junto à Vanessa. Olhou a fotografia enquanto aspirava o perfume doce dela.
— Não me lembro. Minha mãe sempre escrevia pedindo retratos... — Ele parou e sacudiu a cabeça. Levantou-se e atravessou o cômodo.
— Esqueci de lhe contar uma coisa.
Zac apanhou uma carta sobre a escrivaninha, então retornou.
— É de minha mãe. Ela quer que a visitemos em Chicago com Aurora, no mês que vem, por volta do quinze de agosto.
— Tudo bem.
— Ótimo. Direi a ela que aceitamos o convite. Preciso avisá-la... mamãe fará uma festa em cada dia que estivermos lá. Vai querer apresentar você a todos seus amigos.
Vanessa ficou estática.
— Não posso aceitar.
— Por quê?
Ela se endireitou.
— Não sei nada sobre festas, Zac. Nunca tive uma vida social. Papai e eu apenas ficávamos no rancho. Ele não gostava de festas, e depois que a mamãe morreu, recusava todos os convites.
Za aproximou-se de Vanessa, e apoiou os braços sobre seus ombros. Sentiu de imediato o aroma de rosas. Começou a desfazer-lhe a trança.
— Não vai entender — ela continuou —, mas não tenho vestidos bonitos... na verdade, tenho poucos. Além deste que estou vestindo, tenho mais dois velhos, e o do ensaio do casamento.
— Não se preocupe. Podemos comprar mais vestidos.
— Sabe que há muito mais. Não sei como me portar no meio dessa gente... especialmente senadores e deputados, e gente das grandes cidades, como os amigos de sua mãe e padrasto.
— Eu não estou preocupado, e você também não deve se preocupar. Seja você mesma. São pessoas como as daqui, Nessa.
— Vou ser uma caipira. Uma caipira de um metro e sessenta,
Zac desmanchou-lhe a trança lenta e delicadamente. Passou os dedos entre os cabelos, penteando-os. Vanessa virou-se e fitou-lhe os olhos azuis.
— Acho que seu pai foi precipitado, e acabou lhe prejudicando.
— Nem imagina o que passei na adolescência.
— Mas agora é uma pessoa adulta, e uma linda mulher — Zac disse, enquanto passou os dedos pelas alças do vestido, tocando-lhe a pele macia e quente.
A poucos centímetros dela, desejou beijá-la.
— Zac...
Ele inclinou-se e cobriu-lhe os lábios com os dele. Sua língua invadiu-lhe a boca, sem cerimônia, o corpo reagindo de imediato. Envolveu-a em um abraço forte, inibindo um possível protesto.
Vanessa fechou os olhos e retribuiu-lhe o abraço e os beijos.
Por que não conseguia resistir? Sabia bem a resposta. Ele era sexy, bonito, experiente, e ela, vulnerável. Não tinha ilusões.
Ele não estava apaixonado por ela. Testemunhara muitos momentos de dor e sofrimento naqueles olhos azuis.
Ainda se lamentava pela perda da primeira esposa. O desejo era apenas uma reação física. Afinal, ele era um homem jovem e saudável.
Zac deslizou a mão pela coxa de Vanessa, por baixo da saia do vestido.
Ela esqueceu toda razão e entregou-se ao prazer daquele contato.
Vanessa sentiu um calor ardente formando-se em seu interior. A batalha interior, invencível.
Ela acariciou os cabelos de Zac, e deslizou a mão por baixo da camisa, tocando-lhe os ombros.
Ele desabotoou-lhe o vestido. Vanessa ofegou.
Zac envolveu-lhe o seio com a mão em forma de concha e acariciou-lhe o mamilo com o polegar. Tonta de desejo, Vanessa queria mais e mais.
Cada vez tendo mais dificuldade de resistir.
Zac a empurrou contra o chão, e abaixou-se, beijando-lhe o seio. Então, ele levantou-lhe o vestido e beijou-lhe as coxas.
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Oiiiiiiiiiiiiii meninas... Me desculpem por ter sumido
Mas estou de volta!! :D
E agora? Será que dessa vez vai??
Bom espero que gostem desse capítulo...
Comentem ai o que acharam....
Quero aproveitar para convidar vocês para a acompanharem a maratona
especial do aniversário da nossa diva mais tarde lá no face e no twitter.
Aah e segunda tem um super especial pra ela lá tbm... Espero vcs lá ok!?
Beijos e até qlqr momento!!